Crescimento econômico dos EUA sobe 2% com gastos do governo
A recuperação do PIB impulsiona as expectativas sobre a política monetária.

O crescimento econômico dos Estados Unidos observou uma aceleração no primeiro trimestre de 2026, com uma taxa anualizada de 2,0%, impulsionada pela recuperação nos gastos governamentais, conforme divulgado pelo Departamento de Comércio.
No entanto, o trimestre anterior, que abrangeu outubro a dezembro de 2025, teve um crescimento modesto de apenas 0,5%, comprometido por uma desaceleração significativa nos gastos do governo federal, que impactou o PIB negativamente em 1,16 ponto percentual, a maior queda desde 1994.
✨ Gastos com inteligência artificial e infraestrutura digital ajudaram a sustentar investimentos empresariais, apesar da desaceleração no consumo.
Os analistas consultados pela Reuters esperavam um crescimento um pouco mais robusto, com previsões que variavam entre uma contração de 0,2% e um aumento de até 3,9% no PIB.
Uma parte significativa do crescimento recente é atribuída à recuperação dos gastos do governo, que experimentaram um aumento após a contração anterior. Setores como tecnologia, especialmente aqueles ligados à inteligência artificial e a construção de centros de dados, continuam impulsionando os gastos corporativos com equipamentos.
Apesar desse crescimento, os gastos do consumidor, que são vitais para a economia, mostraram sinais de desaceleração. Este movimento ocorreu mesmo antes da recente escalada dos preços da gasolina, que já superou os US$ 4 por galão, em decorrência dos conflitos no Oriente Médio.
Esse crescimento econômico solidifica as expectativas do mercado de que o Federal Reserve optará por manter as taxas de juros estáveis, possivelmente até 2027, contanto que não se agravem as condições do mercado de trabalho.
Na última quarta-feira, o banco central dos EUA decidiu manter a taxa de referência entre 3,50% e 3,75%, expressando preocupação crescente com a inflação.
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