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economia
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Defasagem de combustíveis nas refinarias brasileiras atinge até 72%

Aumento na diferença de preços do diesel e gasolina persiste mesmo com queda do petróleo

Gabriel Rodrigues27 de julho de 2026 às 11:25
Defasagem de combustíveis nas refinarias brasileiras atinge até 72%

Na última sexta-feira, 24, os preços dos combustíveis nas refinarias brasileiras continuaram apresentando defasagens expressivas. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel fechou a semana com uma defasagem de 58%, enquanto a gasolina registrou 45%.

Essa situação evidencia a desconexão entre os preços praticados no mercado interno e os valores do petróleo no exterior. Notavelmente, a maior defasagem do diesel foi observada no porto de Suape, onde o preço do litro estava em R$ 5,44, resultando em uma diferença de R$ 2,27 em relação ao preço de venda da Petrobras, com uma defasagem que chegou a 72%.

Média de defasagem: Diesel 69% abaixo do preço de paridade de importação (PPI); Gasolina 54%.

Em contraste, na Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen na Bahia, os preços estavam mais próximos da paridade. O diesel ali era negociado apenas 1% abaixo do preço internacional, enquanto a gasolina ficou 2% abaixo.

O último ajuste no preço do diesel pela Petrobras ocorreu em 1º de junho, com uma redução de R$ 0,35 por litro. Isso foi imediatamente precedido pela retirada de uma subvenção federal, que foi substituída por uma nova subvenção de R$ 1,12 por litro.

Em relação à gasolina, a alteração mais recente foi um aumento de R$ 0,48 por litro, em 29 de maio. Apesar de uma subvenção do governo de R$ 0,44 por litro, o aumento efetivo para as distribuidoras foi de apenas R$ 0,04 por litro.

Contexto

Os dados da Abicom indicam que, apesar da queda do petróleo Brent no cenário internacional, as defasagens de preços nos combustíveis nas refinarias do Brasil continuam elevadas, com o diesel apresentando a maior discrepância.

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