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economia
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Déficit das contas externas do Brasil chega a US$ 1,8 bi em abril

Balança comercial registra superávit de US$ 9,7 bilhões

Ricardo Alves26 de maio de 2026 às 09:50
Déficit das contas externas do Brasil chega a US$ 1,8 bi em abril

As contas externas do Brasil apresentaram um déficit de US$ 1,8 bilhão em abril de 2026, em comparação com o déficit de US$ 1,6 bilhão registrado no mesmo mês do ano passado, conforme indicado pelo Banco Central.

Esse resultado corresponde à diferença entre o valor total das exportações e importações de produtos, serviços contratados, gastos de brasileiros no exterior e remessas de lucros para outros países. Os dados foram revelados em um relatório de estatísticas do setor externo publicado nesta terça-feira (26).

Balança Comercial e Déficit em Transações Correntes

No período de doze meses que se encerrou em abril, o déficit em transações correntes somou US$ 64,3 bilhões, equivalente a 2,66% do PIB. Por outro lado, a balança comercial de bens registrou um superávit de US$ 9,7 bilhões.

As exportações de bens atingiram a cifra de US$ 34,3 bilhões, representando um aumento de 13,9% em relação ao ano anterior, enquanto as importações totalizaram US$ 24,6 bilhões, um crescimento de 6,2%.

Déficit na conta de serviços foi de US$ 5 bilhões em abril.

As despesas líquidas com serviços tiveram um aumento significativo, principalmente nas áreas de telecomunicações e informática, com uma alta de 26%. No total, as despesas líquidas com viagens internacionais alcançaram US$ 1,5 bilhão, um crescimento de 66,4% em comparação a abril de 2025.

Além disso, o déficit em renda primária alcançou US$ 6,8 bilhões, um aumento de 35,5% em relação ao ano anterior.

Investimentos Diretos e Reservas Internacionais

Os investimentos diretos no Brasil registraram ingressos líquidos de US$ 8,9 bilhões em abril, uma melhora em relação aos US$ 5,4 bilhões do ano passado. Em termos acumulados, os investimentos diretos totalizaram US$ 79,2 bilhões, representando 3,28% do PIB.

As reservas internacionais também aumentaram, atingindo US$ 366,9 bilhões, um acréscimo de US$ 4,9 bilhões em relação ao mês anterior, impulsionadas por operações financeiras e receitas de juros.

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Os dados refletem um cenário de aumentos nas despesas externas e, ao mesmo tempo, um desempenho positivo nas exportações de bens

Banco Central.

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