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economia
2 min de leitura

Déficit em transações correntes do Brasil chega a US$ 2,23 bilhões

Resultado mostra leve melhora em relação a maio e dados positivos anuais

Gabriel Rodrigues28 de julho de 2026 às 09:20
Déficit em transações correntes do Brasil chega a US$ 2,23 bilhões

Em junho de 2026, o Brasil experimentou um déficit de US$ 2,230 bilhões em suas transações correntes, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira. Esse resultado representa uma leve melhora em relação ao déficit de US$ 3,185 bilhões registrado em maio do mesmo ano.

Expectativas do Mercado

O saldo de junho ficou ligeiramente abaixo da mediana das projeções do mercado, que indicava um déficit de US$ 2,30 bilhões. As previsões variaram desde US$ 4,920 bilhões até US$ 1,70 bilhão, todas com resultados negativos.

Esse foi o menor déficit de junho desde 2023, quando registrada uma perda de US$ 1,390 bilhão.

Na avaliação anual, o déficit de junho mostrou uma queda significativa em relação ao registrado no mesmo mês do ano anterior, que era de US$ 5,177 bilhões. Essa redução apontou um cenário mais favorável para as contas do país.

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Composição das Contas Externas

No acumulado de 2026, o déficit total das contas correntes atingiu US$ 27,477 bilhões. Analisando o desempenho do produto interno bruto (PIB), observou-se que, em 12 meses, o rombo caiu de 2,60% em maio para 2,46% em junho, o que representa a menor porcentagem desde setembro de 2024.

A balança comercial do Brasil apresentou um superávit expressivo de US$ 8,830 bilhões de acordo com a metodologia do Banco Central. Contudo, a conta de serviços teve um déficit de US$ 5,133 bilhões, e a conta de renda primária registrou uma perda de US$ 6,466 bilhões.

Projeções Futuras

Para o ano de 2026, o Banco Central estima um déficit em transações correntes de aproximadamente US$ 56 bilhões, o que corresponde a 2,1% do PIB do país, com um superávit comercial projetado de US$ 78 bilhões.

Esses dados de junho sinalizam uma diminuição no déficit tanto na comparação mensal quanto anual, mantendo o superávit comercial positivo e ajustando a proporção do déficit em relação ao PIB.

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