Dívida Bruta do Governo Geral atinge 80,1% do PIB
Indicador marca o maior patamar desde julho de 2021

O Banco Central revelou, nesta quinta-feira (30), que a Dívida Bruta do Governo Geral subiu para 80,1% do PIB, totalizando R$10,4 trilhões. Esse resultado representa um acréscimo de 0,9 pontos percentuais em relação ao mês anterior, atingindo o maior índice desde julho de 2021.
De acordo com a autoridade monetária, esse aumento na dívida bruta foi impulsionado por diversos fatores. O impacto dos juros nominais resultou em uma elevação de 0,9 p.p., enquanto a emissão líquida de dívida acrescentou 0,4 p.p. À agregação, contribuiu a desvalorização cambial com 0,1 p.p., embora a variação do PIB nominal tenha causado uma redução de 0,5 p.p.
Dívida Líquida e Déficit do Setor Público
A Dívida Líquida do Setor Público também apresentou crescimento, alcançando 66,8% do PIB, equivalente a R$8,6 trilhões em março, com um aumento de 1,3 p.p. no mês. Em contrapartida, o setor público consolidado, que inclui todos os níveis de governo, registrou um déficit de R$80,7 bilhões, o mais elevado para o mês de março desde o início da série histórica em 2002.
Esse déficit recorde ocorre após dois anos de resultados superavitários consecutivos. Para contextualizar, em março de 2022 houve um superávit de R$4,2 bilhões, seguido por déficits menores nos anos subsequentes até o saldoso superávit de R$3,6 bilhões em março de 2025.
✨ O déficit do setor público engloba déficits do Governo Central, estatais e governos regionais, totalizando R$80,7 bilhões em março.
- 1Governo Central: déficit de R$74,8 bilhões
- 2Estatais: déficit de R$468,55 milhões
- 3Governos regionais (estados e municípios): déficit de R$5,4 bilhões
Contexto Adicional
Os dados revelam uma preocupação crescente com a sustentabilidade da dívida pública, especialmente em um cenário global de incertezas econômicas.
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