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economia
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Dólar cai enquanto conflitos no Oriente Médio pressionam mercados

A tensão internacional afeta a economia brasileira e os preços dos combustíveis

Camila Souza Ramos07 de abril de 2026 às 09:15
Dólar cai enquanto conflitos no Oriente Médio pressionam mercados

O dólar iniciou o dia nesta terça-feira (7) em queda, apresentando um recuo de 0,14% e sendo comercializado a R$ 5,1390. Enquanto isso, a bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, está programada para abrir às 10h. A escalada de tensões no Oriente Médio continua a ressoar no cenário econômico global, especialmente com o fim do prazo estabelecido por Donald Trump para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump destacou a reabertura do Estreito como uma "prioridade extremamente importante", uma mudança significativa de postura, já que anteriormente havia afirmado que este ponto não era central nas negociações atuais.

O petróleo está em alta, refletindo a pressão no mercado devido ao conflito na região.

Na manhã de hoje, o barril de petróleo Brent subia 0,60%, sendo negociado a US$ 110,39. A alta no preço do petróleo levou o governo brasileiro a implementar novas medidas para mitigar os impactos do aumento dos combustíveis, que devem ser válidas pelo menos até maio de 2026.

Medidas do Governo

O plano inclui ações para estabilizar o preço do diesel e reduzir os impactos sobre o gás de cozinha e o querosene de aviação, com um custo total estimado em R$ 4 bilhões.

As tensões na região também se manifestam na questão do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, que foi apresentado por meio da mediação do Paquistão, mas rejeitado por Teerã. O governo iraniano, por sua vez, sugeriu um plano alternativo para resolver o conflito, buscando um acordo definitivo em vez de uma trégua temporária.

  • 1Aumento de 20% nas passagens aéreas devido ao querosene
  • 2Zeragem do PIS/Cofins para empresas aéreas
  • 3Prorrogação de tarifas da Força Aérea Brasileira
  • 4Linhas de crédito para reestruturação financeira

A pressão sobre os preços também vem da recente elevação da Petrobras nos combustíveis, que já subiu mais de 50%. Com essa situação, o governo federal está adotando medidas para evitar que os consumidores sejam mais fortemente afetados.

As perspectivas de inflação para 2026 continuam a subir, pressionadas pela alta no petróleo.

Além disso, analistas do Boletim Focus já elevaram a previsão de inflação para 2026 pela quarta vez, com a estimativa atual situada em 4,36% devido a essas flutuações de preços. Apesar do cenário desafiador, as expectativas da taxa Selic permanecem em queda, assim como a projeção para o PIB.

Nos mercados internacionais, os índices em Wall Street fecharam em alta na expectativa de um possível cessar-fogo, com o Dow Jones subindo 0,35%. Entretanto, as bolsas asiáticas mostram resultados mistos, refletindo a cautela dos investidores um mês após o fechamento do Estreito de Ormuz.

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