A tensão internacional afeta a economia brasileira e os preços dos combustíveis

O dólar iniciou o dia nesta terça-feira (7) em queda, apresentando um recuo de 0,14% e sendo comercializado a R$ 5,1390. Enquanto isso, a bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, está programada para abrir às 10h. A escalada de tensões no Oriente Médio continua a ressoar no cenário econômico global, especialmente com o fim do prazo estabelecido por Donald Trump para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz.
Trump destacou a reabertura do Estreito como uma "prioridade extremamente importante", uma mudança significativa de postura, já que anteriormente havia afirmado que este ponto não era central nas negociações atuais.
✨ O petróleo está em alta, refletindo a pressão no mercado devido ao conflito na região.
Na manhã de hoje, o barril de petróleo Brent subia 0,60%, sendo negociado a US$ 110,39. A alta no preço do petróleo levou o governo brasileiro a implementar novas medidas para mitigar os impactos do aumento dos combustíveis, que devem ser válidas pelo menos até maio de 2026.
O plano inclui ações para estabilizar o preço do diesel e reduzir os impactos sobre o gás de cozinha e o querosene de aviação, com um custo total estimado em R$ 4 bilhões.
As tensões na região também se manifestam na questão do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, que foi apresentado por meio da mediação do Paquistão, mas rejeitado por Teerã. O governo iraniano, por sua vez, sugeriu um plano alternativo para resolver o conflito, buscando um acordo definitivo em vez de uma trégua temporária.
A pressão sobre os preços também vem da recente elevação da Petrobras nos combustíveis, que já subiu mais de 50%. Com essa situação, o governo federal está adotando medidas para evitar que os consumidores sejam mais fortemente afetados.
✨ As perspectivas de inflação para 2026 continuam a subir, pressionadas pela alta no petróleo.
Além disso, analistas do Boletim Focus já elevaram a previsão de inflação para 2026 pela quarta vez, com a estimativa atual situada em 4,36% devido a essas flutuações de preços. Apesar do cenário desafiador, as expectativas da taxa Selic permanecem em queda, assim como a projeção para o PIB.
Nos mercados internacionais, os índices em Wall Street fecharam em alta na expectativa de um possível cessar-fogo, com o Dow Jones subindo 0,35%. Entretanto, as bolsas asiáticas mostram resultados mistos, refletindo a cautela dos investidores um mês após o fechamento do Estreito de Ormuz.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em economia




Moeda era negociada abaixo do fechamento PTAX do Banco Central por volta das 10h02; mercado acompanha redução da Selic, movimento dos Treasuries e sinais sobre oferta de petróleo.

Moeda operava em leve alta por volta das 10h05; impacto dos rendimentos dos títulos dos EUA e o ciclo de cortes da Selic no Brasil dominam a disputa de forças.

Moeda avançava no início da sessão enquanto mercado avalia sanções dos EUA ao Irã e acompanha rolagem de swaps cambiais pelo Banco Central.

No último fechamento PTAX (21/08/2026) a taxa de venda foi R$ 5,1625; na abertura da sessão de 24/08 provedores mostravam cotações próximas a R$ 5,14–5,16.