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economia
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Dólar encerra em baixa com incertezas geopolíticas

Movimento acompanha redução da tensão entre EUA e Irã

Gabriel Azevedo09 de junho de 2026 às 18:10
Dólar encerra em baixa com incertezas geopolíticas

Nesta terça-feira, 9, o dólar à vista registrou uma leve queda no mercado de câmbio brasileiro, fechando a R$ 5,1775, uma redução de 0,05%. Este movimento ocorreu em meio a flutuações diárias, refletindo as tensões resultantes do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

Durante o dia, a moeda apresentou máxima de R$ 5,1935 e mínima de R$ 5,1508. A oscilação foi acentuada no início da tarde, quando o presidente americano, Donald Trump, comunicou que os EUA iriam responder a um ataque iraniano que derrubou um helicóptero americano no Estreito de Ormuz. Essa declaração levou o dólar a alcançar sua maior cotação intradia desde o final de março.

Com o passar do tempo e a falta de uma resposta imediata do governo dos EUA, o mercado começou a aliviar a aversão ao risco. No fechamento do dia, o contrato futuro do dólar para julho perdia 0,36%, cotado a R$ 5,2050. Internacionalmente, o índice do dólar (DXY), que avalia a moeda americana em relação a seis outras divisas fortes, mostrava queda de 0,08% por volta das 17h.

A volatilidade do dólar reflete as flutuações nas tensões geopolíticas.

Rodrigo Franchini, especialista da Monte Bravo, destacou que as notícias sobre a crise no Oriente Médio têm provocado aumentos significativos na volatilidade do mercado, com reações rápidas e variadas ao longo do dia. Rafael Passos, da Ajax Asset, acrescentou que a recente recuperação do real diante do dólar também estava ligada à queda nos rendimentos dos Treasuries e à diminuição do DXY, que beneficiaram moedas de mercados emergentes.

No setor energético, o contrato do petróleo Brent para agosto registrou uma queda significativa de 2,97%, fixando-se a US$ 91,45 por barril. Para o setor agropecuário, as oscilações monetárias impactam diretamente na formação de preços de commodities exportadas e na quantidade de insumos que dependem do dólar. Contudo, a magnitude dessa influência dependerá da continuidade das oscilações e das respostas do mercado.

A previsão para o comportamento do câmbio continua sujeita a fatores geopolíticos, à política de juros dos EUA e à performance global do dólar. A falta de clareza sobre como o conflito se desenvolverá, juntamente com a escassez de novos dados econômicos relevantes, inviabilizam projeções de tendências mais definidas a curto prazo.

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