Ambiente externo melhora e investidores reagem a indicadores econômicos

Nesta terça-feira (25), o dólar à vista estava em queda em relação ao real, refletindo um ambiente econômico positivo no exterior. Às 10h50, a cotação era de R$ 5,1510, apresentando uma diminuição de 0,04% em comparação ao dia anterior, quando encerrou a R$ 5,1532.
Essa mudança se deu em meio a uma queda superior a 3% nos preços do petróleo Brent, que se manteve abaixo de US$ 90 por barril. Além disso, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA também apresentaram queda, especialmente nos prazos mais longos, o que contribuiu para as movimentações do câmbio.
✨ O petróleo em queda e os rendimentos mais baixos dos Treasuries repercutem positivamente no valor do dólar frente ao real.
Os investidores estão atentos a uma série de indicadores que devem ser divulgados nos Estados Unidos, além de avaliar uma proposta que circula sobre a suspensão de sanções ao Irã em troca da reabertura do Estreito de Ormuz. Essa informação, ao menos até o momento, não foi confirmada oficialmente por Washington.
No cenário interno, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) teve uma queda de 3,6 pontos em agosto, atingindo 84,7 pontos, o nível mais baixo desde novembro de 2022. Essa é a quarta queda consecutiva do índice, sinalizando um possível enfraquecimento do consumo no segundo semestre.
Adicionalmente, foi adiada a divulgação da arrecadação federal referente a julho, cuja expectativa inicial era de R$ 284,6 bilhões, em comparação aos R$ 264,437 bilhões arrecadados em junho.
O ambiente de câmbio permanece, portanto, desafiador para o dólar, com investidores monitorando de perto os desdobramentos do mercado externo e a situação econômica interna.
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