Moeda americana se desvaloriza com redução nos juros e otimismo no mercado

O dólar à vista renovou sua mínima ao ser cotado a R$ 5,0729 na manhã desta terça-feira (14). Essa desvalorização se deu após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que ficou abaixo das expectativas, tanto no índice cheio quanto no núcleo.
O valor da moeda americana já mostrava uma tendência de queda desde a abertura do mercado, em razão do enfraquecimento global do dólar e da redução dos rendimentos dos Treasuries. Esse movimento se acentuou ainda mais com os dados de inflação divulgados.
✨ Além do CPI, fatores como o aumento nos preços do petróleo e minério de ferro, bem como indicações de exportações e importações da China superando as expectativas, contribuíram para o fortalecimento do real.
Esse conjunto de dados melhorou os termos de troca do Brasil, sustentando a queda do dólar. O mercado financeiro também se antecipou ao esperado corte na taxa Selic de 0,25 pontos percentuais em agosto, podendo levar a taxa para 14% ao ano.
Outro ponto de interesse para os investidores é o depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, que ocorrerá hoje na Câmara dos Representantes às 11h.
No cenário nacional, uma pesquisa Futura/Apex revela que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados em um possível segundo turno, com 46,3% e 46,1% nas intenções de voto, respectivamente.
Por fim, dados recentes mostram uma melhoria na percepção do mercado de trabalho, com 25,3% dos trabalhadores afirmando que encontrar emprego está mais fácil, uma alta em relação aos 23,3% do mês passado. A taxa de trabalhadores que veem dificuldade em conseguir empregos caiu de 41,9% para 41%, o menor nível registrado em 2026.
✨ No cenário internacional, a situação no Oriente Médio continua sendo um ponto de tensão, com o Irã considerando a decisão do Reino Unido de classificar a Guarda Revolucionária como uma ameaça à segurança nacional como provocativa.
A fraqueza do dólar, combinada com a melhor performance nas commodities e os dados positivos da China, fortaleceram o real frente à moeda americana, trazendo otimismo aos investidores.
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