No último pregão útil (23/10/2026) o Banco Central registrou a PTAX em R$ 5,0377, enquanto o dólar à vista fechou abaixo de R$ 5 — movimento ligado à expectativa eleitoral e ao comportamento dos juros internacionais.

A cotação do dólar apresenta referência distinta conforme a fonte: pela taxa PTAX — referência oficial calculada pelo Banco Central — o dólar de venda ficou em R$ 5,0377 no fechamento de 23 de outubro de 2026. O mercado à vista (pregão da B3) encerrou a sessão imediatamente anterior com a moeda próxima a R$ 4,99, abaixo de R$ 5 na venda, em meio a maior apetite por ativos brasileiros na véspera do segundo turno.
✨ PTAX (23/10/2026): R$ 5,0377 (taxa de venda). Dólar à vista (fechamento do pregão de 23/10/2026): cerca de R$ 4,99.
O principal motor do movimento nesta última sessão útil foi o ambiente político doméstico: a proximidade do segundo turno eleitoral manteve investidores atentos a pesquisas e ao possível impacto das urnas sobre a política fiscal e a confiança. Esse aumento de apetite por risco local ajudou a pressionar a moeda para baixo no pregão.
No exterior, a evolução dos rendimentos dos Treasuries (juros dos títulos americanos) também influenciou posições em emergentes: ajustes nos juros internacionais alteram o custo de oportunidade de investir em ativos brasileiros e, por consequência, o fluxo de dólares. Além disso, movimentos nas commodities e no petróleo compõem o pano de fundo que ajuda a explicar parte da volatilidade da última sessão.
A PTAX é a taxa de referência calculada e publicada pelo Banco Central (média das cotações do dia) e é usada em contratos e estatísticas. O dólar à vista (pregão B3) reflete as transações realizadas no mercado interbancário ao longo do pregão e costuma ser citado como 'fechamento do dia' pela imprensa financeira. Em dias de alta volatilidade ou em pregões com movimentos bruscos, os dois números podem divergir temporariamente.
Para quem vai viajar ou comprar dólares em casas de câmbio (dólar turismo), a referência costuma ficar acima do dólar comercial por conta do spread e do IOF — portanto, pequenas oscilações intradiárias raramente alteram imediatamente o preço final para o consumidor. Já empresas importadoras, exportadoras e contratos atrelados ao câmbio olham tanto para o preço à vista quanto para referências oficiais como a PTAX para ajustar hedge e planejamento.
A continuidade do movimento dependerá, em primeiro lugar, do resultado do segundo turno (domingo, 25/10/2026) e das primeiras leituras de mercado sobre declarações e medidas do vencedor. Fora do Brasil, os mercados vão monitorar os rendimentos dos Treasuries, qualquer sinal novo do Federal Reserve e dados econômicos relevantes que possam mexer com o apetite por risco em emergentes. Notícias sobre oferta de petróleo e tensões geopolíticas também podem aumentar a volatilidade.
✨ No curto prazo, o fator político doméstico (eleição de 25/10/2026) e a rotação dos juros internacionais permanecem entre os elementos que mais devem determinar a direção do câmbio.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Jornalista especializado em Economia

Moeda operava estável pela manhã, enquanto o mercado digere elevação dos yields nos EUA, alta do petróleo e a proximidade das eleições brasileiras.

Dólar comercial caía nesta sexta-feira; investidores monitoram decisão do Banco Central, movimento dos Treasuries e sinalizações externas.

Moeda fechou próxima de R$ 5,10 (último fechamento disponível) enquanto investidores seguem atentos a dados internacionais e desdobramentos políticos no Brasil.

Moeda operava em leve baixa na manhã de 3 de setembro de 2026, com mercado atento a fluxo para ações, dólar global e sinais de política monetária nos EUA.