No último fechamento (24/09/2026) a moeda encerrou acima de R$ 5,19; mercado acompanha treasuries, petróleo e dados domésticos.

A cotação do dólar comercial começava a sexta-feira (25/09/2026) próxima de R$ 5,19. No último fechamento disponível, na quinta-feira (24/09/2026), o dólar à vista encerrou a sessão vendido a R$ 5,1931, com alta de cerca de 0,47%. A taxa PTAX de referência calculada pelo Banco Central para o mesmo dia ficou em R$ 5,1795 (venda).
✨ Fechamento de 24/09/2026: dólar à vista a R$ 5,1931; PTAX (BCB) de venda em R$ 5,1795.
O dólar vem sendo pressionado por fatores externos: os rendimentos dos Treasuries dos EUA subiram e reforçaram expectativas de juros mais elevados no exterior, enquanto o preço do petróleo avançou, pressionando as moedas de países emergentes. No Brasil, os mercados reagiram também ao Relatório de Política Monetária e a revisões nas projeções fiscais, que alteraram percepções sobre risco e oferta de dólares. Além disso, a proximidade das eleições e a divulgação de indicadores domésticos aumentam a sensibilidade do câmbio a notícias.
Dólar comercial: referência para o mercado financeiro, empresas e comércio exterior; normalmente mais barato que o turismo. Dólar turismo: preço ao consumidor (espécie, cartão pré‑pago, casas de câmbio) e inclui spread e custos logísticos. PTAX: taxa média calculada pelo Banco Central a partir de cotações ao longo do dia; é uma referência oficial e pode diferir do preço à vista negociado no mercado no fechamento.
Oscilações do dólar afetam importadores, custos de insumos e preços de produtos importados, e podem ter impacto indireto sobre a inflação. Para o viajante, o dólar turismo tende a ficar consideravelmente acima do comercial, dependendo da casa de câmbio. Para empresas exportadoras, um dólar em patamares mais elevados costuma melhorar margens em reais, enquanto importadores enfrentam aumento de custos.
A continuidade do movimento dependerá da combinação entre fatores externos (principalmente juros globais e commodities) e elementos domésticos (dados de inflação, fiscal e clima político). Investidores e consumidores devem acompanhar os indicadores e comunicados ao longo do dia; variações intradiárias são comuns e podem alterar rapidamente a trajetória do câmbio.
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Jornalista especializado em Economia




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