Dólar comercial opera mais baixo após resultados do primeiro turno; volatilidade domina sessão e investidores monitoram sinais sobre ajuste fiscal e fluxo de recursos.

A cotação do dólar comercial era negociada a R$ 5,2128 (compra) e R$ 5,2284 (venda) por volta das 09h09 (horário de Brasília) nesta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, com leve estabilização após forte movimento de abertura.
✨ Na abertura, o dólar chegou a cair mais de 4% e foi negociado próximo de R$ 4,99, em reação imediata aos resultados do primeiro turno das eleições; mais tarde o câmbio voltou a se situar em torno de R$ 5,21.
O principal motor do movimento nesta sessão é a reação do mercado aos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil. A apuração que deixou uma candidatura mais alinhada a expectativas de ajuste fiscal e maior governabilidade impulsionou o apetite por ativos brasileiros: fluxo de entrada, valorização das ações e queda do prêmio de risco tendem a favorecer um real mais forte. Ao mesmo tempo, a volatilidade segue alta, já que o cenário político ainda será definido apenas no segundo turno.
Cotação observada: R$ 5,2128 (compra) / R$ 5,2284 (venda). Máxima do dia: R$ 5,2232. Mínima do dia: R$ 5,2023. Fechamento anterior (referência disponível): cerca de R$ 5,22. Horário de referência das cotações usadas no texto: manhã de 5 de outubro de 2026.
O dólar comercial é a cotação usada por bancos e empresas para operações financeiras e comerciais. Já o dólar turismo inclui spreads, custos logísticos e IOF, sendo normalmente mais caro para quem compra moeda em espécie ou usa cartão no exterior. As duas cotações se movem juntas, mas com diferenças de preço.
Movimentos expressivos no câmbio afetam importações, preços de produtos com componentes importados e serviços atrelados ao dólar, como passagens aéreas. Uma apreciação sustentada do real tende a aliviar pressões sobre a inflação importada e reduzir custos para empresas que dependem de insumos externos. Para o investidor, a melhora no sentimento reduz o prêmio de risco e pode atrair fluxo estrangeiro para renda fixa e ações brasileiras.
A continuidade do movimento dependerá da confirmação de sinais sobre a política fiscal e de eventos externos que afetem o apetite por risco. Em um ambiente eleitoral ainda em aberto, é provável que a volatilidade permaneça elevada até que o segundo turno e a configuração do Congresso tragam maior clareza.
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Jornalista especializado em Economia

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