Moeda opera próxima de R$ 5,21 na manhã de 3 de outubro de 2026; mercado monitora treasuries e expectativas sobre a política monetária dos EUA.

A cotação do dólar comercial apresentava estabilidade na manhã desta sexta‑feira, com a moeda sendo negociada em torno de R$ 5,21 por volta das 06h00 (horário de Brasília).
✨ Dólar comercial (referência): R$ 5,2128 (compra) / R$ 5,2284 (venda). Último fechamento PTAX disponível: R$ 5,2232 (compra) / R$ 5,2238 (venda).
O mercado combina fatores domésticos e externos. No exterior, os rendimentos dos Treasuries seguiram em patamares elevados nesta semana — o título público de 10 anos negociava perto de 5,28% na sessão de 2 de outubro — e os investidores reavaliam probabilidades de novos passos do Federal Reserve, o que afeta a atratividade do dólar globalmente.
No lado doméstico, a sequência recente de afrouxamento parcial da política monetária no Brasil (a Selic foi reduzida para 13,75% na reunião de setembro) continua presente nos cálculos dos agentes: juros ainda relativamente elevados, mas em trajetória de corte, influenciam expectativas de fluxo de capitais e o comportamento do real.
O dólar comercial é a referência usada em transações entre bancos, empresas e no mercado interbancário; o dólar turismo é a cotação aplicada a pessoas físicas em operações de câmbio para viagem ou saque em espécie e costuma ter spread relevante sobre o comercial. Na manhã de 3/10/2026 o dólar turismo apresentava um prêmio sobre o comercial na casa de 7% a 8% em cotações de mercado.
Para consumidores e empresas, uma cotação estável em torno de R$ 5,21 reduz choques imediatos nos preços de importados, mas a persistência de juros internacionais elevados e ruído político ou fiscal pode reabrir volatilidade. Viagens e compras no exterior continuam mais caras para quem paga em reais quando o spread do turismo permanece elevado.
✨ Resumo: no começo da sessão de 3 de outubro de 2026 o dólar comercial rondava R$ 5,21, em um ambiente de atenção a rendimentos de títulos nos EUA e à trajetória da Selic no Brasil — fatores que determinarão se o real ganha mais espaço de valorização ou se o câmbio volta a mostrar alta.
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Jornalista especializado em Economia

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