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Economia
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Cotação do dólar hoje: leve alta enquanto mercado digere ata do Copom e sinais dos juros americanos

Dólar comercial era negociado próximo de R$ 5,10 por volta das 09h30; atenção a Selic reduzida e aos rendimentos dos Treasuries.

Ricardo AlvesPostado há 59 minutos
A
Cotação do dólar hoje: leve alta enquanto mercado digere ata do Copom e sinais dos juros americanos
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A cotação do dólar comercial apresentava leve alta nesta manhã, com a moeda sendo negociada perto de R$ 5,10 por volta das 09h30 (horário de Brasília), em alta de cerca de 0,1% frente ao fechamento anterior.

✨ Dólar comercial: ~R$ 5,10 (+0,08% intradia). Referência PTAX de venda divulgada pelo Banco Central no fechamento de 22/09 ficou em R$ 5,1161.

O que está movimentando o dólar

No plano doméstico, o mercado segue digerindo a ata do Copom e o recente corte da Selic para 13,75% ao ano, decidido na reunião de setembro — uma sinalização de flexibilização que reduz, em tese, o diferencial de juros a favor do Brasil e pode limitar a entrada de capitais no curto prazo. A divulgação da ata trouxe nuances sobre a avaliação do comitê sobre inflação e atividade, reforçando a cautela dos investidores.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries e as leituras sobre a trajetória de juros nos Estados Unidos têm impacto direto sobre o fluxo para ativos em reais. Os títulos americanos de prazo longo têm operado próximos a patamares elevados (com o yield de 10 anos em torno de 4,9%–5%), o que sustenta o dólar globalmente e tende a pressionar moedas de emergentes quando sobe.

Dólar comercial x dólar turismo

O dólar comercial é referência para empresas, importações e contratos — é a cotação acompanhada no mercado financeiro. O dólar turismo é o preço praticado para turismo e venda de moeda em espécie, normalmente acima da cotação comercial por incluir spread, custos operacionais e IOF. A PTAX, calculada pelo Banco Central, é a taxa de referência oficial usada em contratos e importações.

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Cenário doméstico e repercussão

O corte da Selic (0,25 ponto percentual) na reunião de meados de setembro foi interpretado pelo mercado como parte de um ciclo gradual de afrouxamento monetário, condicionado à desaceleração esperada da atividade e à trajetória da inflação. Embora um juro mais baixo tolere algum enfraquecimento do real, a reação cambial tem sido moderada até o momento, pois outros fatores (como fluxos externos e preço das commodities) equilibram o balanço.

O que acompanhar nas próximas sessões

  • 1Divulgação do IPCA‑15 (prévia da inflação) — dado que pode influenciar avaliações sobre o espaço para novos cortes da Selic. (economia.uol.com.br)
  • 2Sinais dos mercados de juros nos EUA (rendimentos dos Treasuries) e qualquer mensagem adicional do Federal Reserve, que afetam o dólar global e o custo de oportunidade para investir no Brasil. (ic.com)
  • 3Possível atuação do Banco Central no mercado cambial (leilões ou intervenções) e fluxo de capitais; o histórico recente mostra que operações do BC podem segurar movimentos abruptos do câmbio. (cotacoeshoje.com)

Para o consumidor, a variação intradiária não altera automaticamente preços de importados ou de passagens, mas movimentos persistentes e uma alta continuada do dólar aumentam custos de produtos importados, pressionam inflação de serviços e tornam viagens ao exterior mais caras ao incorporar spreads e IOF.

Em resumo: a cotação do dólar opera por volta de R$ 5,10 na manhã desta quarta-feira, em um pregão marcado pela leitura da ata do Copom, pelo ajuste nas expectativas de juros no Brasil e pela influência dos rendimentos americanos. O mercado seguirá atento aos dados de inflação local e aos sinais vindos dos Treasuries nas próximas sessões.

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Ricardo Alves

Jornalista especializado em Economia com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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