Dólar comercial era negociado próximo de R$ 5,10 por volta das 09h30; atenção a Selic reduzida e aos rendimentos dos Treasuries.

A cotação do dólar comercial apresentava leve alta nesta manhã, com a moeda sendo negociada perto de R$ 5,10 por volta das 09h30 (horário de Brasília), em alta de cerca de 0,1% frente ao fechamento anterior.
✨ Dólar comercial: ~R$ 5,10 (+0,08% intradia). Referência PTAX de venda divulgada pelo Banco Central no fechamento de 22/09 ficou em R$ 5,1161.
No plano doméstico, o mercado segue digerindo a ata do Copom e o recente corte da Selic para 13,75% ao ano, decidido na reunião de setembro — uma sinalização de flexibilização que reduz, em tese, o diferencial de juros a favor do Brasil e pode limitar a entrada de capitais no curto prazo. A divulgação da ata trouxe nuances sobre a avaliação do comitê sobre inflação e atividade, reforçando a cautela dos investidores.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries e as leituras sobre a trajetória de juros nos Estados Unidos têm impacto direto sobre o fluxo para ativos em reais. Os títulos americanos de prazo longo têm operado próximos a patamares elevados (com o yield de 10 anos em torno de 4,9%–5%), o que sustenta o dólar globalmente e tende a pressionar moedas de emergentes quando sobe.
O dólar comercial é referência para empresas, importações e contratos — é a cotação acompanhada no mercado financeiro. O dólar turismo é o preço praticado para turismo e venda de moeda em espécie, normalmente acima da cotação comercial por incluir spread, custos operacionais e IOF. A PTAX, calculada pelo Banco Central, é a taxa de referência oficial usada em contratos e importações.
O corte da Selic (0,25 ponto percentual) na reunião de meados de setembro foi interpretado pelo mercado como parte de um ciclo gradual de afrouxamento monetário, condicionado à desaceleração esperada da atividade e à trajetória da inflação. Embora um juro mais baixo tolere algum enfraquecimento do real, a reação cambial tem sido moderada até o momento, pois outros fatores (como fluxos externos e preço das commodities) equilibram o balanço.
Para o consumidor, a variação intradiária não altera automaticamente preços de importados ou de passagens, mas movimentos persistentes e uma alta continuada do dólar aumentam custos de produtos importados, pressionam inflação de serviços e tornam viagens ao exterior mais caras ao incorporar spreads e IOF.
Em resumo: a cotação do dólar opera por volta de R$ 5,10 na manhã desta quarta-feira, em um pregão marcado pela leitura da ata do Copom, pelo ajuste nas expectativas de juros no Brasil e pela influência dos rendimentos americanos. O mercado seguirá atento aos dados de inflação local e aos sinais vindos dos Treasuries nas próximas sessões.
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Jornalista especializado em Economia




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