Moeda terminou a sessão de sexta-feira por volta de R$ 5,19–5,20; movimento coincide com avanço dos juros nos EUA e intervenções do Banco Central.

A cotação do dólar comercial encerrou a sexta-feira (25/09/2026) próxima de R$ 5,19–R$ 5,20, com alta na sessão — leitura intradiária e fechamento PTAX indicaram níveis na casa de R$ 5,19–5,20.
✨ Dólar perto de R$ 5,20 após alta impulsionada pelo avanço dos juros nos Estados Unidos; Banco Central realizou leilões para dar liquidez.
O movimento combina fatores externos e domésticos. No exterior, o fortalecimento do dólar ocorreu com avanço das taxas dos Treasuries e sinais de inflação persistente nos EUA, o que sustenta juros mais altos e aumenta a demanda por ativos em dólares. Internamente, a divulgação de dados e as expectativas sobre a política monetária no Brasil — com a Selic em patamar elevado e debates sobre a trajetória futura — também pesaram nas decisões dos investidores.
Durante a sessão de sexta-feira o mercado registrou mínima em R$ 5,1653 e máxima em R$ 5,2020, em momentos de maior volatilidade; o Banco Central realizou leilões (venda de dólares com compromisso de recompra) para trazer liquidez ao câmbio. Esses episódios explicam as oscilações intradiárias observadas antes do fechamento oficial.
O dólar comercial é a referência do mercado financeiro e de operações de comércio exterior; a PTAX (Banco Central) é a taxa de referência para contratos e conversões oficiais. O dólar turismo, usado por quem viaja ou compra moeda em espécie, normalmente tem valor superior por custos e tarifas. Para o turismo, as cotações costumam ser atualizadas por corretoras e sites especializados.
Para o consumidor, movimentos dessa magnitude no câmbio podem influenciar preços de importados, passagens e combustíveis ao longo do tempo — mas impactos diretos no varejo e nas contas ocorrerão se a alta se mantiver de forma persistente. O dólar turismo estava cotado consideravelmente acima do comercial em cotações de referência de mercado.
Análise editorial: o fechamento perto de R$ 5,20 mostra que o real segue sensível tanto ao humor externo quanto ao fluxo doméstico. A continuidade do movimento dependerá de novas leituras sobre juros nos EUA, intervenções do BC e do comportamento do fluxo de capital nos dias que antecedem eventos políticos relevantes.
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Jornalista especializado em Economia




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