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Inteligência Artificial muda mercado de trabalho e reduz cargos iniciais

Pesquisadora aponta transformação nas funções, não extinção de profissões

Gabriel Rodrigues15 de maio de 2026 às 16:20
Inteligência Artificial muda mercado de trabalho e reduz cargos iniciais

A pesquisadora Michelle Schneider alerta que os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho vão além das demissões. Em um painel da São Paulo Innovation Week, realizado nesta quinta-feira (15), ela destacou que o foco principal deve ser a redução de cargos de entrada e a reorganização das atividades dentro das empresas.

Cerca de 55 mil demissões foram associadas à adoção de inteligência artificial, segundo dados apresentados.

Schneider observou que, apesar do número de demissões, isso representa uma fração menor do total de vagas disponíveis. Muitas empresas estão mantendo suas operações com equipes mais enxutas, apoiadas por ferramentas de IA. Dentre os dados mais alarmantes apresentados, as contratações para postos de entrada caíram entre 20% e 30% desde 2022.

Embora a redução de funções iniciais seja evidente, a especialista disse que isso não implica o fim de profissões, mas sim uma transformação nas atividades. Ela citou o exemplo dos radiologistas nos EUA, onde o número desses profissionais cresceu 15% desde 2016, desafiando previsões de substituição pela tecnologia.

Mudanças no ambiente de trabalho

Schneider identificou três principais mudanças alavancadas pela IA no ambiente de trabalho: o deslocamento do tempo de trabalho das tarefas operacionais para atividades de supervisão e decisão; a valorização de profissionais com conhecimentos diversificados que possam atuar em múltiplas áreas; e a ampliação de formatos de trabalho mais flexíveis, com colaboração em diversos projetos e fontes de renda.

A tendência é que empresas busquem cada vez menos a execução de tarefas repetitivas, favorecendo a gestão de processos automatizados e a capacidade de pensamento crítico. Nos próximos cinco anos, a especialista prevê uma reestruturação nas responsabilidades, com a diminuição de funções intermediárias e a formação de equipes híbridas compostas por profissionais, freelancers e sistemas de inteligência artificial.

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