Setores de manufatura, construção civil e serviços impulsionam crescimento.

A economia do Reino Unido apresentou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2026, consolidando sua posição como a economia do G7 que mais se expandiu no primeiro semestre deste ano, conforme informou o Escritório Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira (30).
Esse resultado ficou ligeiramente acima da estimativa prévia de crescimento de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, os dados mostraram que o PIB britânico avançou 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, uma revisão para cima em relação à estimativa inicial de 1,2%.
✨ O aumento da produção foi observado nos setores de manufatura, construção civil e serviços, refletindo uma resiliência notável da economia britânica em meio a turbulências geopolíticas e uma crise no mercado global de títulos.
Os dados também indicaram um crescimento revisado do investimento empresarial, que atingiu uma taxa anual de 5,2%, em comparação com a estimativa anterior de 0,8%. Essa notícia representa um impulso para o governo do primeiro-ministro Andy Burnham, que busca estimular o crescimento econômico.
Burnham, durante um discurso na conferência do Partido Trabalhista na terça-feira (29), mencionou que seu plano para aumentar o controle público sobre serviços essenciais pode contribuir para fortalecer a economia. Apesar dos altos preços da energia devido à guerra no Irã, o Reino Unido se destacou como a economia que mais cresceu entre os países do G7.
Ashley Webb, economista sênior da Capital Economics, afirmou que a revisão para cima do crescimento real do PIB indica que a economia do Reino Unido tem se mostrado mais resiliente aos altos preços da energia do que se pensava anteriormente. Contudo, ele alertou que essa resiliência pode diminuir no quarto trimestre devido ao impacto da inflação sobre a renda real das famílias.
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Jornalista especializado em Economia

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