Medida do governo pode impactar receita e endividamento de clubes brasileiros.

A proposta do governo, anunciada em São Paulo, visa proibir as apostas e jogos virtuais online, o que poderá agravar a inadimplência de clubes de futebol que dependem dessas receitas. Atualmente, as casas de apostas pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes mais ricos do Brasil, representando um total de 36% das suas receitas de marketing.
Em clubes como o São Paulo, os patrocínios provenientes das apostas chegam a 73% da receita com marketing. Com a proibição iminente, expectativa de perda de contratos já gera preocupação nas associações, que se mobilizam para defender a permanência das operações regulamentadas de apostas.
✨ A proibição pode causar um estrangulamento financeiro, especialmente para clubes endividados que usam contratos de apostas como garantia para antecipação de recebíveis.
Desde 2018, após a legalização das apostas de quota fixa, a presença das bets cresceu significativamente no futebol. Em 2025, os resultados financeiros mostraram um aumento expressivo, com R$ 1,143 bilhão em patrocínios, quase o dobro em comparação ao ano anterior.
Economistas afirmam que, se as apostas saírem do mercado, isso pressionará os valores de patrocínio para baixo, uma vez que as casas de apostas ajudaram a inflacionar os preços. No entanto, outras empresas de setores como alimentos e finanças podem preencher o vazio deixado, embora a transição possa não ser imediata.
Historicamente, a proibição das apostas em ligas europeias trouxe diferentes resultados, com a Itália proibindo publicidade de apostas em eventos esportivos, enquanto a Premier League inglesa optou por retirar voluntariamente as marcas de apostas das camisas a partir do final da temporada 2025/26.
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Jornalista especializado em Economia




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