Mansueto Almeida destaca a importância da política econômica do governo para a trajetória de juros e inflação.

O economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, declarou que o principal desafio de curto prazo da economia brasileira continua sendo fiscal. Essa afirmação foi feita durante a Copa BTG Trader 2026.
Almeida comentou que a forma como o governo eleito se posicionar sobre o reequilíbrio das contas públicas será crucial para a trajetória de juros, inflação e crescimento nos trimestres seguintes.
✨ "Para que o juro caia sem a inflação explodir, você precisa controlar o crescimento do gasto público. Não há alternativa".
Ele associou a atual volatilidade do mercado à incerteza sobre a política fiscal. "Esses preços de agora não são uma tendência. Vai depender muito do sinal que o governo der em relação à política econômica".
Mansueto Almeida também enfatizou a necessidade de alterações no arcabouço fiscal para elevar a credibilidade e manter o controle de gastos. O economista mencionou que, sem um ajuste, o Brasil poderá manter juros altos por um período maior.
Ao comparar o déficit nominal do Brasil com países como França, Reino Unido e Estados Unidos, ele apontou que o Brasil apresentava um déficit de 9,5% do PIB, enquanto os outros países apresentam déficits entre 5% e 7%.
A dívida bruta do Brasil também foi abordada por Almeida, que destacou seu aumento para 82,9% do PIB, comparado a 71,7% no início do atual governo. Ele destacou que, nos últimos quatro anos, o PIB cresceu 11%, enquanto os gastos federais aumentaram 22%.
Por fim, Almeida ressaltou que o próximo governo deve ter um plano claro de consolidação fiscal para controlar a dívida e possibilitar condições para juros estruturalmente menores.
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