Dados da Anbima mostram que setor só fica atrás das emissões para o setor elétrico.

As emissões de debêntures incentivadas focadas nos setores de transporte e logística totalizaram R$ 145,9 bilhões desde 2020 até julho de 2026, de acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Nos primeiros sete meses de 2026, esse montante alcançou R$ 9 bilhões, figurando como a segunda maior emissão após a destinada ao setor elétrico.
✨ Desde 2018, as emissões voltadas para a infraestrutura no Brasil somam R$ 589,9 bilhões, evidenciando o crescimento do mercado de capitais nesse financiamento.
Somente no primeiro semestre de 2026, as emissões em infraestrutura no Brasil totalizaram R$ 368,5 bilhões, representando o maior valor para um semestre desde o início da série histórica da Anbima.
Dentro do transporte e logística, o investimento em 2025 foi de R$ 76,5 bilhões, correspondendo a 0,61% do PIB. A Anbima menciona que para atender às necessidades de expansão e modernização da infraestrutura, seriam necessários R$ 282,5 bilhões.
A diferença de R$ 206 bilhões entre o total de investimentos realizados e as necessidades anuais revela os desafios, mas também as oportunidades para incrementar as fontes privadas de financiamento.
Erika Lacreta, gerente de mercado de capitais da Anbima, destacou a importância do mercado de capitais em conectar investidores a projetos de longo prazo, enfatizando a necessidade de segurança jurídica e previsibilidade regulatória.
As projeções para o futuro indicam a continuidade da demanda por investimentos no setor de transporte. O Ministério dos Transportes estima que os investimentos em rodovias e ferrovias até 2030 cheguem a cerca de R$ 400 bilhões.
Além disso, o recente Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 previu investimentos de R$ 1,2 trilhão em infraestrutura logística até 2050, com R$ 734,4 bilhões previstos para a iniciativa privada e R$ 490,5 bilhões de investimentos públicos.
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