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Emprego nos EUA cresce, mas tensões com o Irã ameaçam mercado

Crescimento de empregos se recupera, mas riscos se multiplicam.

Fernanda Lima03 de abril de 2026 às 11:35
Emprego nos EUA cresce, mas tensões com o Irã ameaçam mercado

O mercado de trabalho dos Estados Unidos apresentou uma recuperação surpreendente em março, mas enfrenta novas incertezas devido ao conflito em curso com o Irã. A taxa de desemprego caiu para 4,3%, refletindo um crescimento de 178.000 empregos, embora os riscos para a economia estejam crescendo.

Crescimento do Emprego

Os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho indicam uma recuperação no setor, especialmente após o término de uma greve no setor de saúde e com as temperaturas subindo. As previsões de economistas, que aguardavam um aumento de apenas 60.000 vagas, foram superadas.

Os postos de trabalho aumentaram em 178.000, superando as expectativas.

No entanto, enquanto algumas incertezas pareciam se dissipar após decisões da Suprema Corte sobre tarifas, a situação geopolítica instável trouxe novos desafios. Os conflitos recentes entre EUA, Israel e Irã resultaram em um aumento abrupto nos preços do petróleo, que subiram mais de 50%.

Impactos da Guerra

A guerra, que já dura dois meses, está criando um ambiente de incerteza para as empresas, com economistas prevendo que isso impactará negativamente o mercado de trabalho no segundo trimestre de 2026. A redução nas vagas de emprego em fevereiro indicava uma desaceleração da demanda por mão de obra.

Contexto Econômico

De acordo com estimativas, a taxa de equilíbrio de emprego pode estar próxima de zero ou até negativa, dada a baixa taxa de crescimento da oferta de mão de obra.

Além disso, as políticas de deportação em massa implementadas pelo governo Trump contribuíram para a paralisia do mercado, diminuindo a disponibilidade de trabalhadores e impactando a demanda por produtos e serviços.

Embora a recuperação de março seja um indicativo positivo, espera-se que o relatório não altere as perspectivas da taxa de juros, pois as consequências do conflito no fornecimento global ainda não se manifestaram plenamente na economia.

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