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Economia argentina cresce 2,3% com exportações, mas desafios persistem

Crescimento é impulsionado pelo aumento das exportações, mas restrições no mercado de trabalho e consumo se intensificam.

Carlos Silva23 de junho de 2026 às 21:30
Economia argentina cresce 2,3% com exportações, mas desafios persistem

O governo de Javier Milei, presidente da Argentina, enfrenta uma situação econômica complexa, com o país registrando um crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao ano anterior.

Entretanto, esse crescimento ocorre em um cenário onde o poder de compra da população e a situação do mercado de trabalho se deterioram, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Setores em Alta e Baixa

O aumento nas exportações e o consumo privado, que cresceu 2,7%, foram os principais responsáveis por este crescimento. Contudo, setores como a indústria de transformação e o comércio varejista enfrentaram diminuições de 1,7% e 0,3%, respectivamente, evidenciando uma disparidade dentro da economia.

O crescimento do PIB indica expansão, mas não reflete necessariamente uma melhoria no padrão de vida da população.

Contexto Econômico Atual

Enquanto setores como mineração e hidrocarbonetos atraem investimentos significativos, a indústria local e o comércio estão em retrocesso, levando a um aumento da informalidade e da inadimplência entre os cidadãos.

O aumento do consumo privado está atrelado a mudanças de preços relativos, onde as despesas com serviços aumentaram consideravelmente, impactando o orçamento familiar. Muitos economistas, como Andrés Asiaín do Centro Scalabrini Ortiz, alertam que essa dinâmica pode favorecer a desigualdade econômica.

Além disso, a taxa de desemprego alcançou 7,8% no primeiro trimestre de 2026, uma discrepância significativa frente aos 5,7% quando Milei assumiu a presidência. Enquanto a informalidade no emprego chega a 44%, a capacidade de contratação em setores que se expandem, como a mineração, é limitada.

As cifras revelam que, apesar dos planos de austeridade implementados por Milei, que visavam estabilizar a economia e controlar a inflação, muitos argentinos ainda enfrentam dificuldades diárias, intensificando a discussão sobre a sustentabilidade do crescimento econômico em meio a desigualdades crescentes.

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