Cerca de 58% do trabalho formal está nesta carga horária.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que, em 2025, 35,012 milhões de brasileiros estavam empregados em vínculos formais, com carga horária de 41 a 44 horas semanais. Esse número representa um aumento de 2,5% em relação aos 34,173 milhões registrados em 2024.
Os dados, extraídos da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), mostram que essa faixa de carga horária corresponde a 58% do total de postos de trabalho formal no Brasil. Além disso, ao somar todas as demais jornadas, o total de vínculos é de 22,399 milhões.
✨ A remuneração média para trabalhadores com carga de 41 a 44 horas ficou em R$ 3.362,45, uma queda de 0,4% em relação ao ano anterior.
A análise também revela que os vinculados a jornadas de 16 a 20 horas receberam a menor média, com R$ 2.991,86, enquanto aqueles com até 12 horas semanais tiveram um rendimento médio de R$ 4.190,10, embora representem uma base menor de 734,5 mil empregos. A maior remuneração média foi observada na categoria de 31 a 40 horas, atingindo R$ 6.741,99, composta por 18,379 milhões de trabalhadores.
Essas informações são essenciais para compreender o impacto das cargas horárias no mercado de trabalho formal, além de servir como base para discussões sobre possíveis mudanças nas regulamentações do setor. O MTE, no entanto, não apresentou detalhes sobre a distribuir regional ou setorial dos vínculos por jornada de trabalho.
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Jornalista especializado em economia

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