Empresas pedem igualdade tributária frente a plataformas estrangeiras
Setor produtivo critica redução de impostos sobre compras internacionais

Na última quarta-feira (17), representantes do setor produtivo se reuniram em Brasília para reivindicar tratamento tributário igualitário entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras.
O manifesto apresentado critica a recente decisão do governo de eliminar a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida popularmente como o fim da "taxa das blusinhas."
✨ Os tributos estaduais, que variam de 17% a 20%, permanecem em vigor, o que, segundo os manifestantes, acentua a competição desigual entre empresas locais e internacionais.
As entidades afirmam que, enquanto as empresas brasileiras cumprem legislações tributárias, trabalhistas e ambientais, as plataformas estrangeiras operam com vantagens financeiras. O documento destaca que reduções tributárias em compras internacionais devem ser estendidas igualmente a comerciantes locais.
""Defender a isonomia tributária não é pedir privilégios, mas garantir que todos os agentes econômicos sigam as mesmas regras e contribuam para o desenvolvimento do país," acrescenta o texto.
O diretor-executivo da ABVTEX, Edmundo Lima, expressou a preocupação com o impacto da decisão sobre a competitividade do setor. Ele alertou que a medida poderia resultar em perda de empregos e fechamento de empresas em território nacional, afirmando que a concorrência desigual já causou prejuízos significativos na economia.
O deputado Julio Lopes, presidente da FPI, enfatizou a necessidade de um diálogo mais amplo com a sociedade sobre a legalidade e a tributação. Ele afirmou que a redução da carga tributária para remessas internacionais apenas acentua a desvantagem já enfrentada pelos empresários locais.
O economista Fábio Bentes, da CNC, reforçou que o verdadeiro problema reside na falta de isonomia tributária, que permite a produtos internacionais competir desigualmente com os nacionais. A entidade já apresentou um questionamento ao STF sobre a mudança governamental.
Domingos Sávio, presidente da FCS, reiterou que é essencial equiparar a tributação de produtos importados e locais, reclamando das injustiças que criam um ambiente desfavorável para o comércio interno.
Em um cenário já desafiador, Jorge Gonçalves Filho, do IDV, alertou para a perda crescente de empregos no varejo, com o custo de produtos importados sendo substancialmente inferior ao dos nacionais. Ele ressaltou a urgência de se buscar um equilíbrio tributário para manter a sustentabilidade das empresas internas.
Newton Batista, líder da UGT-DF, enfatizou que o debate não deve se limitar às empresas, mas também considerar a segurança e a qualidade dos empregos para os trabalhadores brasileiros. O manifesto, apoiado por várias frentes parlamentares, propõe um compromisso contínuo do Estado com a busca por maior igualdade tributária.
✨ As distintas frentes parlamentares que assinaram o manifesto incluem a FCS, FPN e a Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de economia

Preço do etanol despenca 22,4% em São Paulo após apoio do governo
Nova subvenção do governo pode afetar a viabilidade do biocombustível

Petrobras deve aumentar preço da gasolina em breve
Reajuste considera valorização internacional e dinâmica do mercado interno

Endividamento familiar pressiona indústria de carne no Brasil
Exportações de carne para a China devem cair em 2026.

São Paulo: preço da dúzia de ovos aumenta 9,21% em fevereiro de 2026
Alta é impulsionada pela demanda elevada e custos de produção crescentes





