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economia
3 min de leitura

Preços de combustíveis caem em julho, exceto GNV

Etanol registra maior queda de preços no mês

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 14:30
Preços de combustíveis caem em julho, exceto GNV

Os preços médios dos combustíveis em julho mostraram uma tendência de queda em cinco dos seis produtos analisados pelo Monitor de Preços de Combustíveis, desenvolvido em colaboração entre a Veloe e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A diminuição mais significativa foi observada no etanol hidratado, que apresentou uma redução de 2,3% em comparação ao mês anterior.

Além do etanol, o diesel comum, o diesel S-10 e as gasolinas também reportaram quedas nos preços. Em contrapartida, o Gás Natural Veicular (GNV) teve um aumento médio de 4%.

Na média nacional, o preço do etanol hidratado foi de R$ 4,163 por litro, enquanto o diesel S-10 foi cotado a R$ 6,981 por litro.

Os preços médios para outros combustíveis foram: diesel comum a R$ 6,833, gasolina aditivada a R$ 6,821 e gasolina comum a R$ 6,693. O GNV foi comercializado a R$ 4,846 por metro cúbico.

Entre os estados, o Distrito Federal apresentou o menor custo médio para a gasolina comum, precificada a R$ 6,319 por litro. Já Mato Grosso destacou-se com o menor preço médio do etanol, a R$ 3,847 por litro.

Em relação ao diesel, o Rio Grande do Sul apresentou o menor valor médio do S-10, a R$ 6,506, enquanto o Paraná liderou as vendas do diesel comum a R$ 6,353. Nas médias do GNV, Alagoas, Espírito Santo e Bahia foram os estados com preços mais baixos.

Contexto

Segundo o monitoramento, a redução dos preços em julho é atribuída a uma maior disponibilidade de etanol no mercado interno, à influência das cotações internacionais do petróleo sobre os combustíveis nacionais, e à retirada parcial de medidas que seguravam os preços.

O relatório também destacou que o mercado continua vulnerável às oscilações dos preços do petróleo e a mudanças na taxa de câmbio, além de tensões geopolíticas recorrentes.

Em 2026, até julho, o etanol teve uma queda acumulada de 7,0%, ao passo que o diesel S-10 e o diesel comum tiveram aumentos de 13,0% e 11,6%, respectivamente.

A gasolina comum teve uma alta de 6,6%, enquanto a aditivada aumentou 6,1%. Comparando com julho de 2025, o etanol teve uma queda de 2,2%, mas diesel, gasolina e GNV mostraram alta em relação ao ano anterior.

Um dado importante foi o Indicador de Custo-Benefício Flex, que caiu para 66,7%, o menor nível desde o início da série em janeiro de 2017. Com isso, a vantagem econômica do etanol em relação à gasolina comum se ampliou, especialmente em estados próximos às áreas de produção.

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