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economia
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EUA propõem tarifa sobre produtos brasileiros, mas agro é poupado

Investigações comerciais levam a proposta de 25% de sobretaxa

Gabriel Azevedo02 de junho de 2026 às 08:10
EUA propõem tarifa sobre produtos brasileiros, mas agro é poupado

O governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, embora muitos itens do agronegócio tenham sido excluídos da medida. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (1º) pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), resulta de uma investigação iniciada contra o Brasil em 2025.

Produtos do Agronegócio em Exceção

Apesar das tensões comerciais, o USTR divulgou uma lista com exceções que abrange produtos agropecuários significativos, como carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, produtos de origem vegetal e fertilizantes. Antes que as tarifas sejam implementadas, a proposta será discutida em uma consulta pública, com um prazo final para a adoção das medidas até 15 de julho de 2026.

Motivos da Investigação

A investigação foi desencadeada em julho de 2025, por ordem do então presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O relatório final aponta que as políticas comerciais do Brasil estão sendo consideradas ‘irrazoáveis’ e têm limitado o comércio americano.

Entre os pontos criticados estão práticas relacionadas ao comércio digital, proteção de propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal.

Impacto da Proposta Tarifa

A decisão de excluir produtos agrícolas das tarifas foi vista como uma manobra cautelosa dos EUA, dada a importância do Brasil como fornecedor no mercado global de alimentos. Outros setores, como aeronáutico, farmacêutico e químico, também ficaram isentos das tarifas propostas, evitando impactos negativos nas cadeias produtivas e na inflação para os consumidores americanos.

Negociações em Andamento

Palavras chave: As negociações entre Brasil e Estados Unidos continuam na tentativa de evitar a implementação de novas barreiras comerciais. Um grupo de trabalho, formado após uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em maio, busca resolver as divergências ainda existentes.

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