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política
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Aprovação do governo Lula melhora após 18 meses de insatisfação

Pesquisas mostram leve virada na percepção sobre o governo.

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 18:25
Aprovação do governo Lula melhora após 18 meses de insatisfação

A administração de Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrentou 18 meses de desaprovação, viu uma leve recuperação em sua imagem pública, conforme dados divulgados pela pesquisa Quaest. Na última coleta de informações, 48% dos participantes avaliaram positivamente o governo, superando os 47% que demonstraram insatisfação.

Fatores Contribuintes para a Mudança

O instituto de pesquisa atribui essa leve mudança à implementação do programa 'Desenrola 2', que facilita a renegociação de dívidas, a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até 5 mil reais e as discussões sobre a reformulação da escala 6×1. Contudo, um fator mais abrangente parece ter influenciado a percepção do eleitorado: a recuperação da mobilidade social.

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A mobilidade social é a mudança de posição de indivíduos ou grupos dentro da hierarquia social.

Cerca de 5,7 milhões de brasileiros saíram da miséria e 6,4 milhões da pobreza entre 2022 e 2025.

Contexto da Mobilidade Social

Segundo um estudo do economista Waldir Quadros, a melhoria nos indicadores de mobilidade social indica uma diminuição nas camadas mais pobres e um crescimento na classe média. Isso é evidenciado pelos dados da PNAD Contínua, que mostram mudanças significativas entre 2022 e 2025.

Entre 2022 e 2025, houve uma redução significativa de 9% para 6% na porcentagem de brasileiros na condição de miseráveis, enquanto aqueles pertencentes à classe pobre caíram de 26% para 23%. Em contrapartida, as classes médias cresceram: a média classe média cresceu de 15% para 18%, e a alta classe média subiu de 9% para 11,5%.

A ascensão de grupos sociais também refletiu em melhorias significativas nas condições financeiras das famílias. Uma família que estava na linha da miséria com uma renda média de 599 reais em 2022 viu esse número saltar para 2.351 reais ao ascender à massa trabalhadora em 2025.

Entretanto, o crescimento econômico e a criação de empregos, embora positivos, não garantem a qualidade e a sustentabilidade desses postos de trabalho. Para avançar mais, o Brasil deverá enfrentar desafios estruturais, especialmente na reindustrialização da economia.

A continuidade desse progresso não é assegurada, conforme o contexto político e econômico. O crescente poder do agronegócio e do mercado financeiro dificultam a implementação de mudanças necessárias para um desenvolvimento mais equitativo.

Embora os resultados atuais sejam encorajadores, ainda persistem problemas sérios nas áreas de saúde, educação, habitação e segurança pública. Estes fatores são amplificados pela representação da grande mídia e pela polêmica atuação nas redes sociais.

Apesar do aumento da mobilidade social, o cenário complementa-se com a frustração popular, sendo evidente a resistência do governo frente ao desgaste de adversários políticos.

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