Expectativas fiscais para Brasil melhoram em maio de 2026
Projeções de déficit e arrecadação mostram sinais positivos

O relatório Prisma Fiscal de maio de 2026 revelou uma melhora nas expectativas do mercado em relação às contas públicas do Brasil. O levantamento, realizado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, apontou um ajuste nas projeções de déficit primário e na arrecadação federal.
A mediana das previsões indicou uma redução no déficit primário esperado, que caiu de R$ 59,02 bilhões para R$ 57,83 bilhões em 2026, e de R$ 50,36 bilhões para R$ 47,96 bilhões em 2027. Além disso, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) foi revisada para baixo, passando de 83,28% para 83,00% do PIB em 2026 e de 86,60% para 86,45% em 2027.
Em termos de arrecadação federal, as projeções para 2026 subiram de R$ 3,12 trilhões para R$ 3,14 trilhões, enquanto para 2027 a expectativa aumentou de R$ 3,30 trilhões para R$ 3,33 trilhões. A receita líquida do Governo Central também foi revista para cima, com um novo valor de R$ 2,56 trilhões em 2026 e R$ 2,72 trilhões em 2027.
✨ As despesas totais se mantiveram em níveis elevados, aumentando de R$ 2,60 trilhões para R$ 2,62 trilhões em 2026, e de R$ 2,73 trilhões para R$ 2,76 trilhões em 2027.
Entretanto, a projeção de resultado nominal piorou, passando de um déficit de R$ 1,016 trilhão para R$ 1,052 trilhão em 2026, e de R$ 1,036 trilhão para R$ 1,056 trilhão em 2027.
O relatório também trouxe revisões de indicadores auxiliares, como o PIB nominal esperado, que passou de R$ 13,50 trilhões para R$ 13,56 trilhões em 2026, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ajustado de 4,40% para 4,75%.
Importância para o setor agropecuário
O quadro fiscal é relevante para o setor agropecuário, visto que impacta na economia, afetando juros, custos de financiamento, câmbio e consumo interno. No entanto, o relatório não apresenta dados específicos para crédito rural ou cadeias agroindustriais.
Vale destacar que o Prisma Fiscal reflete as expectativas do mercado privado, e novos ajustes estarão dependentes do desempenho da arrecadação, das despesas e da inflação nos próximos meses.
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