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economia
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FMI prevê inflação elevada e crise econômica persistente

Impactos da guerra no Oriente Médio dificultam cortes de juros

Fernanda Lima08 de abril de 2026 às 12:35
FMI prevê inflação elevada e crise econômica persistente

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, informou que a instabilidade causada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã servirá para manter a alta inflação e uma crise econômica prolongada, limitando os cortes na taxa Selic.

Conforme David, atualmente a Selic possui um espaço para cortes maior em comparação há seis meses, mas os conflitos internacionais podem reduzir esse fosso, tornando difícil a redução das taxas de juros. Ele apontou que a instabilidade no Oriente Médio pode trazer 'choques' no mercado, afetando diretamente os preços de energia e, consequentemente, a economia global.

Com a Selic atualmente em 14,75% ao ano, o Banco Central buscou equilibrar as taxas para controlar a inflação, mas a guerra pode dificultar essa estratégia.

Desafios futuros para a Selic

A última redução da Selic ocorreu em março, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual. Contudo, David alertou que a instituição deve manter um nível restritivo de juros, monitorando o cenário inflacionário, que vem piorando para 2027 e 2028. 'O Banco Central vai buscar a meta', destacou.

Impacto na moeda nacional

O diretor também comentou sobre a desvalorização do real em relação ao dólar desde o começo do conflito. Ele ressaltou que, embora a variação do real siga tendências internacionais, sua flutuação tem se mostrado mais acentuada em diversos momentos, como na transição de 2024 para 2025, quando o dólar superou os R$ 6,20. A volatilidade cambial, segundo ele, é um desafio adicional para restaurar a inflação aos níveis estabelecidos como meta.

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