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economia
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Banco Central corta Selic para 14,50% em meio a pressões inflacionárias

Decisão do Copom reflete preocupações com a inflação e recuperação econômica

Tiago Abech30 de abril de 2026 às 09:45
Banco Central corta Selic para 14,50% em meio a pressões inflacionárias

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (29), reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, baixando-a de 14,75% para 14,50% ao ano. Essa mudança busca atender às crescentes preocupações em relação à inflação no país.

No comunicado, o Copom alertou que tanto a inflação total quanto as medidas subjacentes estão em alta, distantes da meta estabelecida. O Banco Central enfatizou ainda expectativas inflacionárias desalinhadas e elevados índices de preço em meio a pressões no setor de trabalho.

O Banco Central indica que manterá o monitoramento atento da política fiscal e suas implicações para a economia.

Apesar dos sinais de recuperação econômica no último trimestre de 2025, o Banco Central ponderou que os dados atuais sugerem uma trajetória moderada para o crescimento em 2026. A situação econômica interna está sendo avaliada com base em três pontos principais: expectativas inflacionárias acima do alvo, pressão contínua nos preços e robustez do mercado de trabalho.

A decisão de baixar a Selic visa impactar o custo dos empréstimos e financiamentos, afetando diretamente agricultores, cooperativas e empresas do agronegócio. Contudo, os efeitos práticos dependerão das condições oferecidas pelos bancos, incluindo spreads e tipos de financiamento disponíveis.

O comunicado reafirma que o Banco Central ajustará as taxas de juros conforme a evolução dos índices de inflação, expectativas, atividade econômica e cenário fiscal. A direção das futuras decisões monetárias será influenciada pela necessidade de se comprovar uma desaceleração mais clara nos preços.

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