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economia
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Governo e empresários discordam sobre tarifas dos EUA

Divergências sobre medidas de resposta às novas tarifas norte-americanas

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 01:05
Governo e empresários discordam sobre tarifas dos EUA

A implementação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos gerou reações divergentes entre o governo brasileiro e representantes empresariais. Esta medida, que começou a vigorar nesta quarta-feira (22), levou o governo a considerar a possibilidade de acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, enquanto entidades do setor defendem a busca de soluções mais conciliatórias.

Reuniões entre governo e setores impactados

Dando início a uma série de reuniões, o governo se reuniu com representantes de setores mais atingidos pelas novas tarifas nesta terça-feira (21). Os encontros visam entender melhor as necessidades dos setores e explorar formas de atenuar os impactos da medida anunciada pelos EUA.

A tarifa de 25% foi anunciada após uma investigação comercial do Escritório do Representante de Comércio dos EUA.

Sobre a Lei da Reciprocidade

A Lei da Reciprocidade permite que um país reaja a tarifas ou sanções impostas por outra nação, aplicando medidas equivalentes com o intuito de restaurar o equilíbrio nas relações comerciais.

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, enfatizou a importância do diálogo, afirmando que a resposta do Brasil não deve ser encarada como uma retaliação. Ele mencionou que a intenção do governo não é provocar um embate, mas sim encontrar a ação mais prudente e eficiente.

Preocupações do setor privado

Os empresários expressaram preocupações diferentes. Durante as reuniões, várias associações pediram por mais apoio financeiro, incluindo a ampliação de linhas de crédito, ao invés de ações de reciprocidade imediatas. Entre as entidades que se manifestaram, destacam-se a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

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"A reciprocidade não é tão simples. Não somos favoráveis. Temos que continuar pela via diplomática e empresarial"

José Velloso, presidente da Abimaq.

Os segmentos mais sensíveis, como o de máquinas, calçados e têxteis, pedem por negociações contínuas com o governo americano, enfatizando que a adoção de tarifas recíprocas poderia aumentar os custos e prejudicar a economia local.

Os cálculos do governo indicam que aproximadamente 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estarão sujeitas a essa nova tarifa. Setores como madeira, equipamentos e móveis são os mais vulneráveis à nova taxação.

Perspectivas futuras

O governo continua avaliando a situação e se reunirá com outros setores econômicos para traçar estratégias de apoio e definir a melhor abordagem diante das novas tarifas. A expectativa é que medidas de suporte como o programa Brasil Soberano sejam fundamentais para mitigar os efeitos negativos da nova taxação.

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