Governo brasileiro responde a tarifa de Trump com Lei da Reciprocidade
Medidas estratégicas serão adotadas para mitigar impactos

Em resposta ao novo imposto de 25% que Donald Trump anunciou sobre as exportações brasileiras, o governo federal decidiu implementar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. Essa medida visa proteger a economia nacional e poderá ser acionada nos próximos dias.
A Lei da Reciprocidade, que foi aprovada por unanimidade no Congresso e sancionada por Lula em 2025, permite ao Brasil retaliar contra nações que impõem barreiras comerciais. É uma tentativa de equilibrar a balança quando confrontado por políticas protecionistas.
✨ O novo tarifaço dos EUA deve impactar 36,5% das exportações brasileiras no setor agro, totalizando US$ 11 bilhões.
O governo está avaliando detalhadamente como a aplicação da Lei afetará setores norte-americanos, com o objetivo de evitar danos aos mesmos que possam se voltar contra a própria economia brasileira. Segundo assessores, estudos estão em andamento para identificar as respostas mais estratégicas.
Contexto
A nova tarifa foi introduzida após uma investigação realizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que se apoiou na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para determinar barreiras comerciais existentes em outros países.
Iniciando um diálogo com setores afetados, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) esteve em reunião com autoridades para discutir formas de minimizar os impactos do tarifaço, com a possibilidade de criação de um novo grupo para desenvolver a política industrial Nova Indústria Brasil (NIB).
Em resposta a essa situação, o governo anunciou o programa 'Brasil Soberano' para apoiar as empresas atingidas por essas novas tarifas. Os próximos dias serão cruciais para ouvir as demandas e definir estratégias de ajuda efetivas.
Além das retaliações, o governo está elaborado um plano de diversificação de mercados para os setores prejudicados, com investimentos estimados em R$ 130 milhões. O objetivo é redirecionar as exportações para novos mercados, incluindo negociações com países da Ásia Central e contato com o Japão, Canadá e Emirados Árabes.
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