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Regra fiscal permanece inalterada, afirma Dario Durigan

Ministro da Fazenda destaca cautela em medidas para combustíveis

Tiago Abech09 de junho de 2026 às 12:10
Regra fiscal permanece inalterada, afirma Dario Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, garantiu nesta terça-feira (9) que não há planos de alterar a regra fiscal mesmo diante do conflito no Irã, reafirmando o compromisso com a meta fiscal definida anteriormente.

Medidas temporárias para combustíveis

Durigan explicou que ações voltadas à contenção da alta dos preços dos combustíveis podem ser prolongadas enquanto os efeitos da guerra persistirem, mas enfatizou que isso não se tornará uma solução permanente. Ele não especificou quais mecanismos poderiam ser renovados.

Renovação das medidas será feita com cautela para evitar soluções emergenciais permanentes.

O ministro reconheceu a importância das incertezas no preço do petróleo para o setor agropecuário, já que esses custos impactam diretamente o transporte e a operação das maquinarias agrícolas. Mudanças nos preços dos combustíveis podem afetar toda a cadeia produtiva do setor.

Juros e política econômica

Durigan também abordou a questão da taxa de juros, apontando que os altos níveis da Selic são influenciados por fatores externos e não pelos gastos do governo. Tanto ele quanto o presidente Lula expressaram descontentamento com essa situação, que tem reflexo direto sobre o acesso a crédito no agronegócio.

Taxas elevadas influenciam os custos de crédito e as decisões de investimento no setor.

Resultados do programa Desenrola

O ministro também compartilhou que o novo programa Desenrola já auxiliou mais de 6 milhões de pessoas, destacando que cerca de 4 milhões foram removidas de cadastros negativos e 1,1 milhão quitou dívidas em uma única vez, enquanto 1,7 milhão renegociou suas pendências.

Contexto

As iniciativas do programa incluem descontos de até 90% sobre dívidas anteriormente acumuladas, com uma taxa de juros máxima estabelecida em 1,99% ao mês.

Atualmente, a posição oficial é de manter a regra fiscal e avaliar a renovação temporária das medidas relacionadas aos combustíveis. No entanto, o impacto real dessas ações ainda está dependente de definições mais claras da equipe econômica.

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