Voltar
economia
2 min de leitura

Governo mantém taxas de exportação e gera críticas do setor petrolífero

Indústria lamenta impactos em investimentos e projetos de produção

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 17:05
Governo mantém taxas de exportação e gera críticas do setor petrolífero

As empresas do setor petrolífero criticaram a decisão do governo de manter as taxas de exportação de petróleo bruto e óleo diesel, conforme anúncio realizado na última quinta-feira (9). A medida, segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), traz sérios impactos negativos sobre projetos de produção e os planos de investimento do setor.

O IBP afirmou que a manutenção do imposto, às vésperas da expiração de uma medida provisória (MP 1.340), não corrige os problemas jurídicos e econômicos que já existem. De acordo com o instituto, o tributo representa uma tentativa de garantir arrecadação, mas desconsidera a necessidade de regras estáveis em um setor que é intenso em capital.

Reação do setor petrolífero

A MP 1.340, editada em março de 2026, havia estabelecido uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo bruto e de 50% sobre o óleo diesel, com o objetivo de estabilizar os preços internos frente a oscilações causadas pela guerra no Oriente Médio. Essa decisão suscitou uma forte repulsa por parte das petrolíferas, que buscaram vias judiciais para contestar a medida considerada inconstitucional.

"

É mudar a regra do jogo no meio da partida. A taxação deve ser clara desde o início, e mudanças posteriores prejudicam a imagem do Brasil

Eberaldo de Almeida Neto, ex-diretor da Petrobras.

A manutenção da taxa foi considerada um desvio do devido processo legislativo pelo IBP.

Contexto

O governo tem a prerrogativa de prorrogar a validade de uma medida provisória, mas a MP 1.340 não foi aprovada no prazo legal, que é de 60 dias. A nova decisão do governo se dá em meio a pressão do setor para a revisão da tributação.

Representantes do setor, como o IBP e a ABPIP (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás), se manifestaram contra a continuidade do imposto. Após um encontro extraordinário do Gecex que assegurou a manutenção da taxa, o IBP reiterou sua disposição para discutir a questão com as autoridades.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia