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economia
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Governo revoga imposto de importação e impacta preços de compras internacionais

Medida afeta custos de produtos populares em plataformas online

Giovani Ferreira13 de junho de 2026 às 11:35
Governo revoga imposto de importação e impacta preços de compras internacionais

O governo federal aboliu o imposto de importação sobre encomendas, gerando um impacto significativo nos preços de produtos de baixo valor adquiridos de plataformas internacionais. Até meados de maio, a arrecadação com este imposto somou R$ 2,13 bilhões, de acordo com a Secretaria da Receita Federal.

Esse valor representa um aumento de 15,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram arrecadados R$ 1,84 bilhão, considerando os cinco primeiros meses de 2025. O aumento deve-se ao maior volume de encomendas internacionais antes da revogação do que ficou conhecido como 'taxa das blusinhas'.

Apesar da revogação do imposto federal, estados continuam a cobrar ICMS sobre importações de pequeno valor, com taxas entre 17% e 20%.

A taxa, que era polêmica, enfrentava resistência dos consumidores, pois tornava produtos de baixo custo mais caros e desestimulava compras em plataformas internacionais. Críticos argumentavam que os turistas que viajavam ao exterior não eram sujeitos ao imposto, criando uma desigualdade.

Impacto nos preços das importações

Especialistas afirmam que a eliminação do imposto causa efeitos diretos nos preços de compras realizadas em sites como Shein, Shopee e AliExpress, tornando-os mais acessíveis aos consumidores brasileiros.

Contexto da 'taxa das blusinhas'

Em agosto de 2024, após aprovação legislativa, o governo implementou um imposto de importação de 20% para encomendas internacionais de até US$ 50, visando equilibrar a concorrência entre produtos nacionais e importados. A decisão foi controversial, até mesmo classificada como 'irracional' pelo presidente Lula, mas apoiada por setores da indústria.

A taxação era defendida como forma de proteção à indústria nacional, especialmente por representantes do comércio e varejistas que alegavam que isso não apenas gerava empregos, mas também beneficiava os consumidores. Eles ressaltavam que o equilíbrio tributário ajudava a reduzir a inflação no setor têxtil, que alcançou níveis historicamente baixos desde a implementação do Plano Real.

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