Governo elimina imposto sobre compras internacionais abaixo de US$ 50
Fim da taxa das blusinhas começa a valer nesta quarta-feira

O governo brasileiro anunciou a eliminação da taxa de 20% de imposto sobre compras internacionais feitas por pessoas físicas com valores de até US$ 50, a partir de quarta-feira, 13. A medida, chamada de 'taxa das blusinhas', foi formalizada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
A decisão foi comunicada em um evento organizado para assinatura de uma Medida Provisória (MP) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra da Fazenda, Miriam Belchior, destacou a eliminação da tributação como um importante avanço para os consumidores, eliminando custos adicionais sobre compras de menor valor.
✨ A 'taxa das blusinhas' vigorou desde agosto de 2024 e visava equilibrar a competitividade entre produtos nacionais e importados.
Impacto no setor
A introdução dessa taxa foi uma resposta do governo brasileiro a um aumento significativo nas compras digitais durante a pandemia. Somente nos primeiros quatro meses de 2026, a arrecadação com impostos de importação alcançou R$ 1,78 bilhão, refletindo um aumento de 25% em comparação ao ano anterior.
Enquanto os consumidores celebram a isenção, a decisão enfrentou resistência de setores produtivos que defendiam a manutenção do imposto para proteger a indústria local. O vice-presidente Geraldo Alckmin foi um dos que defendiam a taxa, argumentando que ela ajudaria a preservar empregos no Brasil.
Debate futuro
Apesar do fim da taxa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que a questão ainda pode ser reavaliada no futuro. Ele afirmou que a discussão sobre o tema geralmente surge em períodos eleitorais, o que pode influenciar a análise.
✨ A medida controvérsia gerou debates acalorados, com críticos ressaltando o impacto negativo do imposto sobre produtos de baixo valor e o incentivo que isso poderia dar às compras em plataformas internacionais.
Ressurgimento da taxa
A isenção da 'taxa das blusinhas' será observada de perto à medida que o governo trabalha para atender suas metas fiscais. Em 2025, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, e a expectativa é que a eliminação da taxa possa impactar a saúde financeira do país.
Os críticos indicam que a mudança pode intensificar a concorrência internacional em detrimento da indústria nacional, enquanto defensores da taxa acreditam que sua eliminação pode beneficiar os consumidores ao ampliar o acesso a produtos com preços mais baixos.
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