Desvalorização iguala perdas da semana dos atentados de 11 de setembro de 2001.

O Ibovespa acumulou uma queda de 18,12% na semana encerrada nesta sexta-feira (30), a maior desvalorização desde março de 2020 e a quinta maior desde a implementação do Plano Real em 1994. Este resultado foi impulsionado pela forte reprecificação das ações brasileiras após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com um levantamento da Elos Ayta, essa queda iguala o percentual de desvalorização observado na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001. Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,75%, marcando o quinto pregão consecutivo em desvalorização.
✨ No mês de outubro, a Bolsa já acumula uma queda de 9,75%, a maior desde junho de 2022, embora no ano o índice ainda mantenha uma alta de 4,22%.
Após o segundo turno das eleições presidenciais, a pressão sobre os ativos brasileiros aumentou, com a Bolsa atingindo um circuit breaker na segunda-feira (26), evidenciando uma queda de quase 14% no índice. Ao total, a desvalorização das ações causou uma perda de R$ 873 bilhões no valor de mercado das empresas listadas na B3.
Historicamente, a maior perda semanal do Ibovespa desde a criação do Plano Real aconteceu em 31 de outubro de 1997, quando o índice caiu 22,17%, em meio à crise financeira asiática. Essa recente queda, por sua vez, é notável por ser uma resposta a um evento político nacional, diferentemente das quatro maiores perdas anteriores que foram influenciadas por crises internacionais.
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Jornalista especializado em Economia

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