Novo imposto busca desencorajar consumo de produtos prejudiciais à saúde

A partir de 2027, estiverem em vigor novas taxações sobre bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros, conforme inclusão do imposto seletivo na reforma tributária, com a finalidade de desestimular o consumo de produtos que afetam a saúde e o meio ambiente.
Este imposto será comumente referenciado como 'imposto do pecado' e terá uma arrecadação que poderá ser dirigida ao Sistema Único de Saúde (SUS), além de incidir sobre veículos, loterias e extração de certos minérios. O objetivo do governo é aprovar a regulamentação do imposto ainda este ano.
✨ No Brasil, custos relacionados ao consumo de álcool e tabaco somam R$ 153,5 bilhões anuais, evidenciando um descompasso entre gasto com saúde e arrecadação tributária.
Cerca de 86,3 bilhões por ano são gastos no tratamento de doenças ligadas ao tabaco, enquanto a arrecadação com sua venda é de apenas R$ 8 bilhões.
Os detalhamentos sobre o valor específico do imposto ainda estão sendo discutidos e não foram finalizados. As taxas serão determinadas durante a regulamentação, que deve ser realizada até o final de 2026, para que as alíquotas fiquem definidas até o começo de 2027.
As bebidas alcoólicas já enfrentam uma carga tributária alta no Brasil, que varia de 40% a 80%, e os produtores alertam que qualquer aumento poderá impactar drasticamente as margens de lucro, ocasionando repasses de custo, demissões e crescimento do mercado informal.
De acordo com a reforma tributária, o imposto seletivo será um tributo adicional, diferente de outros impostos consumidos atualmente. Não será permitido o crédito desse imposto em transações subsequentes ou antecedentes na cadeia produtiva.
✨ O novo imposto substituirá o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) apenas para produtos específicos e incluirá itens como bebidas alcoólicas, cigarros e bebidas açucaradas.
Diversos representantes de indústrias, como as de vinho e cachaça, expressaram preocupação a respeito da definição das alíquotas. Eles destacam a necessidade de um estudo técnico rigoroso para assegurar que as taxas respeitem o equilíbrio entre a proteção do setor e a arrecadação adequada.
""Uma alíquota equilibrada protege a arrecadação, combate o mercado ilegal e preserva um patrimônio econômico, cultural e social que o Brasil levou mais de 150 anos para construir,"
A Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas também se manifestou contra o imposto seletivo, argumentando que carece de fundamentação sólida em relação ao seu objetivo de reduzir a obesidade associada ao consumo de bebidas açucaradas.
Por fim, a Abifumo advertiu sobre a possibilidade de que uma alíquota excessiva para cigarros possa favorecer o crescimento do mercado ilegal, que é frequentemente associado ao financiamento de atividades criminosas.
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Jornalista especializado em Economia

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