Dados da CNC revelam aumento do comprometimento financeiro das famílias.

Três meses após o início do Desenrola 2.0, uma iniciativa do governo federal para facilitar a renegociação de dívidas, o índice de inadimplência entre as famílias brasileiras caiu ligeiramente para 29,8% em julho. Contudo, esse avanço é ofuscado pelo aumento no endividamento geral, que atingiu 82%, o maior patamar histórico, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O levantamento da CNC revelou que a taxa de endividamento cresceu 0,4 ponto percentual em comparação a junho, quando o percentual era de 81,6%, e um aumento considerável de 3,5 pontos em relação ao mesmo mês do ano passado. Essa situação reflete as dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias, apesar da leve queda na inadimplência.
"Os recordes negativos de endividamento têm impacto não só no comércio, mas também em outros setores da economia
Embora o Desenrola 2.0 tenha gerado um ambiente de renegociação, a pesquisa também mostrou um aumento de 19% no número de consumidores que dedicam mais de metade de sua renda mensal ao pagamento de dívidas, o maior índice desde março deste ano. Em média, esses consumidores direcionam 29,5% de seus rendimentos para quitar débitos.
✨ O tempo médio de atraso das contas caiu para 64,6 dias, o menor desde dezembro de 2025.
O estudo também indicou uma queda no tempo médio de atraso para 64,6 dias, marcando a terceira redução consecutiva e o menor nível desde dezembro de 2025. Além disso, o percentual de inadimplentes com atrasos superiores a 90 dias diminuiu para 48,5%, a menor taxa desde agosto de 2025.
Ao investigar as percepções dos consumidores, 35% se consideraram pouco endividados, enquanto 17,1% se identificaram como muito endividados, uma leve diferença em relação a junho.
Uma análise da situação revelou que a inadimplência diminuiu entre os grupos de maior renda, mas piorou entre aqueles que ganham até três salários mínimos. A proporção de endividados nessa faixa subiu para 84,9%, enquanto as famílias com renda acima de 10 salários mínimos registraram aumento no nível de endividamento, mas também uma queda na inadimplência, passando de 15,4% em junho para 15,1% em julho.
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