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Inadimplência rural atinge 8,2% em 2025, impulsionada por dívidas

Crescimento acima do esperado destaca urgência na renegociação de dívidas

Giovani Ferreira02 de junho de 2026 às 16:20
Inadimplência rural atinge 8,2% em 2025, impulsionada por dívidas

Dados da Serasa Experian revelam que a taxa de inadimplência entre os agricultores encerrou 2025 em 8,2%, um aumento comparado aos 7,2% do ano anterior. Essa elevação ocorre em um contexto onde a renegociação de dívidas rurais está em pauta no Senado, com o Projeto de Lei 5.122/2023 avançando na Comissão de Assuntos Econômicos.

Cenário de dificuldades financeiras

O levantamento considera dívidas que estão atrasadas há mais de seis meses com instituições do setor agro, como bancos e seguradoras. Os dados mostram que a maior parte das pendências financeiras está concentrada no sistema bancário, evidenciando a relação crítica entre a dívida dos agricultores e o acesso ao crédito.

Os arrendatários apresentam a pior taxa de inadimplência, com 9,9%, seguidos por grandes produtores (9,8%), médios (8,3%) e pequenos (7,8%).

Desafios nas operações de crédito

De acordo com o Banco Central, em abril de 2026, a inadimplência nas operações de crédito rural com recursos direcionados atingiu 7,4%, segundo maior patamar desde o início da série em 2011. Para operações com taxas de mercado, esse índice foi de 13,3%, enquanto com taxas reguladas a inadimplência foi de 3,1%.

A proposta de renegociação em discussão enfrenta desavenças com o Executivo, principalmente sobre as condições de pagamento e os juros aplicáveis.

Tensão nas negociações legislativas

O PL 5.122/2023 está em tramitação no Senado e precisa passar pela Câmara. Alguns deputados, como Pedro Lupion (Republicanos-PR), pressionam para que as condições favoráveis aprovadas na CAE, que incluem a isenção de entrada e juros reduzidos de 3,5% a 7,5%, sejam mantidas.

Com a deterioração dos prazos de pagamento no setor, a expectativa é que uma solução legislativa para as dívidas dos produtores seja rapidamente viabilizada, embora ainda não haja um consenso sobre as regras finais de renegociação.

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