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economia
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Endividamento no agronegócio alcança novos patamares em 2026

Grupos familiares e arrendatários enfrentam mais dificuldades financeiras

Mariana Souza01 de junho de 2026 às 05:40
Endividamento no agronegócio alcança novos patamares em 2026

O cenário de endividamento no setor agrícola continua a crescer, com grandes desafios enfrentados por produtores rurais em 2026. Um estudo recente da Serasa Experian aponta que arrendatários, integrantes de grupos familiares e grandes produtores individuais estão no topo da lista de inadimplência no crédito rural.

Perfil dos inadimplentes

A pesquisa considera dívidas de pessoas físicas que venceram há mais de seis meses, contraídas com empresas do agronegócio. Arrendatários ou aqueles sem informação de registro rural apresentaram uma inadimplência alarmante de 9,9%, enquanto grandes proprietários de terras também mostraram altos índices, com 9,8%.

Inadimplência de produtores de pequeno porte foi de 7,8%.

Marcelo Pimenta, responsável pelo agronegócio na Serasa, explica que o perfil de crédito rural, caracterizado por valores altos e prazos extensos, resulta em poucos devedores acumulando dívidas significativas, aumentando o risco no cenário financeiro atual, mesmo com taxas de juros controladas.

Impactos do cenário de crédito

Os bancos continuam a ser os principais credores dos produtores endividados. O valor médio das dívidas com instituições financeiras foi de R$ 115,5 mil, enquanto as dívidas com revendas de insumos e trading alcançaram R$ 138,2 mil.

Contexto do setor

A inadimplência entre a população rural atingiu 8,2% no último trimestre de 2025, um aumento significativo em relação ao ano anterior. Apesar de algumas sinalizações de estabilização, a pressão financeira persiste devido à volatilidade dos preços e ao aumento dos custos do agronegócio.

Perspectivas para 2026

A análise da Serasa indica que a realidade financeira dos produtores se mantém desafiadora em 2026, com a inadimplência no crédito rural alcançando 7,4% em abril. Este índice é um dos mais altos da série histórica, com a análise apontando 13,3% de inadimplência nas operações com taxas de mercado.

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