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Indústria química cresce 22,8% no início de 2026, mas ainda enfrenta desafios

Setor químico impulsiona a recuperação econômica no Brasil com aumentos significativos na produção e vendas.

Mariana Souza25 de maio de 2026 às 11:15
Indústria química cresce 22,8% no início de 2026, mas ainda enfrenta desafios

No início de 2026, a indústria química brasileira apresentou um crescimento expressivo de 22,8%, refletindo um fortalecimento da recuperação da atividade industrial em um cenário de crescimento econômico moderado.

Crescimento nas vendas e produção

Os dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) mostram que, além do aumento da produção, as vendas internas subiram 22,7%. Durante o mesmo período, o PIB do Brasil registrou um crescimento de 0,9%, de acordo com o Monitor do PIB-FGV.

Queda de 19,1% nas importações e aumento da produção nacional para 56%.

A utilização da capacidade instalada da indústria química cresceu de 49% para 63%, evidenciando um aumento na eficiência do setor. Produtos intermediários, como os utilizados na fabricação de plásticos e fertilizantes, mostraram crescimento significativo, com aumentos de 26% e 10,6%, respectivamente. As resinas termoplásticas também se destacaram, alcançando uma taxa de uso de 70%.

Desafios persistentes

Apesar dos avanços, a comparação com o primeiro trimestre de 2025 revela uma queda de 4,1% na produção e vendas, com uma diminuição acumulada de 7% na produção e 8,2% nas vendas internas ao longo de 12 meses. O relatório ressalta que fatores como custos de energia, matérias-primas, logística e dependência de insumos externos permanecem como grandes obstáculos na trajetória de crescimento do setor.

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Sem resolver o custo das matérias-primas e da energia, será muito difícil transformar essa reação conjuntural em um ciclo sustentável de crescimento e investimento industrial.

André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim.

Cordeiro enfatiza que fortalecer a indústria química é essencial para aumentar a capacidade do Brasil de produzir, inovar e competir globalmente.

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