Voltar
economia
2 min de leitura

Instituto Livre Mercado critica proibição de contratos de apostas

Entidade aponta que decisão do CMN pode prejudicar mercado de derivativos

Ricardo Alves25 de abril de 2026 às 09:55
Instituto Livre Mercado critica proibição de contratos de apostas

O Instituto Livre Mercado (ILM) manifestou forte insatisfação com a determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que vetou a negociação de contratos derivativos ligados a apostas esportivas e eventos políticos, sociais e culturais no Brasil.

Na visão do ILM, essa decisão não apenas ultrapassa os limites de competência do CMN, mas também pode comprometer a oferta e a negociação de contratos associados a esportes e outras atividades de entretenimento.

Decisão do CMN é vista como um "equívoco regulatório" que pode afetar o mercado de derivativos.

O Instituto argumenta que o CMN não tem jurisdição para regular diretamente o mercado de valores mobiliários, função que é da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essa intervenção pode limitar o crescimento de inovações no mercado de capitais e criar um precedente negativo.

"

A inovação financeira exige respostas regulatórias proporcionais e fundamentadas. Sinalizações dessa natureza podem gerar efeitos adversos sobre o ambiente de inovação e a segurança jurídica do mercado

Rodrigo Marinho, diretor-executivo do ILM.

Em uma coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (24), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a regulação ao afirmar que os mercados de predição não estão em conformidade com a legislação brasileira. Além disso, 27 plataformas que operavam nesses mercados foram bloqueadas por não se adequarem às normas vigentes.

Contexto

A decisão de restringir contratos de apostas esportivas visa alinhar a regulamentação atual às novas práticas de mercado, mas levanta questões sobre quem deve regular essas atividades.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia