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Investigação dos EUA critica Pix e gera tensão no comércio com Brasil

Federação Brasileira de Bancos defende sistema contra alegações americanas

Gabriel Rodrigues02 de junho de 2026 às 20:40
Investigação dos EUA critica Pix e gera tensão no comércio com Brasil

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou apoio ao sistema de pagamentos Pix, que foi mencionado em uma investigação comercial dos Estados Unidos. O órgão defendeu o sistema contra as alegações do governo Trump, que considera a plataforma 'injusta' e potencialmente prejudicial ao comércio americano.

Em comunicado, a Febraban argumentou que o Pix não deve ser julgado como um produto comercial, mas sim como uma infraestrutura de pagamentos desenvolvida pelo Banco Central, com o intuito de promover a concorrência e simplificar transações financeiras. A federação enfatizou que a avaliação do governo dos EUA carece de uma compreensão mais profunda do funcionamento do sistema.

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"O Pix é uma infraestrutura de pagamento que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema financeiro", declarou a Febraban.

A investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) foi iniciada em julho de 2025, a pedido do então presidente Donald Trump. O relatório resultante aponta que algumas políticas brasileiras, incluindo o Pix, podem restringir as oportunidades de comércio para empresas americanas.

O sistema de pagamentos brasileiro é visto como uma plataforma aberta, permitindo participação igualitária a bancos, fintechs e instituições financeiras, nacionais ou estrangeiras.

Contexto da Investigação

A análise foi conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA investigar práticas prejudiciais a seus interesses comerciais. O USTR sugeriu que o tratamento dado ao Pix poderia favorecer sua expansão em detrimento de empresas privadas do setor de pagamentos.

Se as conclusões da investigação forem implementadas, poderão resultar em uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros vendidos no mercado americano, exacerbando as tensões comerciais entre os dois países.

Além disso, o USTR afirmou que as contribuições e explicações do Banco Central e do setor financeiro podem ser cruciais para esclarecer as preocupações levantadas sobre o Pix.

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