Valor representa queda de 4% em relação ao orçamento de 2026, conforme a CNT.

Os investimentos previstos para o setor de transportes no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 somam R$ 16,07 bilhões, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Esse valor, que considera os orçamentos da União e das empresas estatais, representa uma redução de 4% em comparação à proposta de 2026, que previa R$ 16,73 bilhões corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até agosto de 2026.
✨ A retração do orçamento ocorre mesmo com um aumento nos investimentos previstos diretamente no orçamento da União, que passa de R$ 14,42 bilhões na proposta de 2026 para R$ 14,61 bilhões em 2027.
A diminuição se deve ao orçamento das estatais, que recua de R$ 2,31 bilhões para R$ 1,45 bilhão.
Especificamente para o segmento aquaviário, a previsão cai de R$ 1,79 bilhão para R$ 1,04 bilhão, enquanto os investimentos no setor aéreo diminuem de R$ 522,44 milhões para R$ 412,95 milhões.
Dentre os modais analisados, o transporte rodoviário concentra a maior parte dos investimentos, totalizando R$ 12,46 bilhões, equivalente a 85,2% do total destinado ao setor. Os recursos para o transporte ferroviário são de R$ 808,61 milhões, para o aquaviário, R$ 640,73 milhões, e para o aéreo, R$ 212,61 milhões.
A CNT também destaca que seriam necessários R$ 49,93 bilhões para atender às exigências das rodovias federais, valor que é cerca de quatro vezes maior do que o previsto para o modal rodoviário no orçamento de 2027.
Os investimentos do Ministério dos Transportes são estimados em R$ 13,67 bilhões, frente aos R$ 13,65 bilhões na proposta anterior, enquanto o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deve receber R$ 12,42 bilhões.
Por outro lado, o orçamento do Ministério de Portos e Aeroportos cai de R$ 4,12 bilhões para R$ 3,18 bilhões, embora as despesas classificadas como investimentos aumentem de R$ 768,24 milhões para R$ 941,53 milhões.
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