Lucro recorrente projetado cai para R$ 16,879 bilhões com ROE de 9%

Os analistas do JPMorgan revisaram suas previsões para o Banco do Brasil, reduzindo o preço-alvo dos papéis para dezembro de 2027 de R$ 24 para R$ 22, diante de uma perspectiva desafiadora para a carteira de crédito do agronegócio.
Para o ano de 2026, o lucro recorrente foi cortado para R$ 16,879 bilhões, com um retorno sobre o patrimônio (ROE) projetado em 9%. Já em 2027, as estimativas indicam um lucro de R$ 23,524 bilhões, o que representa uma queda de 12% em relação às projeções anteriores, com ROE próximo de 12%.
✨ Entre os fatores que motivaram essa revisão estão a expectativa de aumento das despesas com provisões e um forte crescimento da inadimplência nos cartões de crédito no segundo trimestre.
Os analistas também apontaram uma redução no resultado da margem financeira (NII) e receitas abaixo do esperado em participações societárias, especialmente na BB Seguridade. Apesar das dificuldades, a recomendação para os papéis do Banco do Brasil permanece neutra.
"Embora vejamos desafios para o Banco do Brasil, acreditamos que a volatilidade associada ao cenário eleitoral ainda justifica uma postura mais equilibrada em relação ao papel", afirmaram os analistas.
Na bolsa de valores de São Paulo, por volta de 12h35, as ações do banco apresentavam um aumento de 0,59%, cotadas a R$ 22,17, enquanto o Ibovespa registrava uma queda de 0,04%.
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Jornalista especializado em Economia

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