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economia
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Juros futuros sobem com tensões internacionais e leilão do Tesouro

Cautela nos mercados aumenta com a situação no Oriente Médio

Tiago Abech03 de junho de 2026 às 10:25
Juros futuros sobem com tensões internacionais e leilão do Tesouro

Os juros futuros registravam alta generalizada na manhã de quarta-feira (3) em resposta às crescentes tensões entre Estados Unidos e Irã, além da pressão no mercado internacional de petróleo e no dólar.

A taxa do DI para janeiro de 2027 alcançou 14,220%, refletindo a inquietação do mercado.

Assim que o relógio marcou 9h20, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 viu seu índice subir de 14,168% para 14,220%. O contrato para janeiro de 2029 também subiu, passando de 14,053% para 14,155%, enquanto o DI para janeiro de 2031 aumentou de 14,063% para 14,150%.

Cenário externo e impacto interno

Esse movimento é impulsionado pela combinação de fatores como a instabilidade geopolítica no Oriente Médio e a expectativa em torno do leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que ocorre hoje às 11 horas.

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Luis Felipe Laudisio, da Warren Investimentos, observou que o Tesouro Nacional está atrasado em relação ao seu Plano Anual de Financiamento (PAF).

No Brasil, a produção industrial apresentou crescimento de 0,7% em abril em comparação a março, superando a expectativa que era de 0,5%. Essa resiliência na atividade econômica fortalece a percepção de um cenário mais estável, embora a possibilidade de juros mais altos represente desafios financeiros significativos para o agronegócio.

Impacto no agronegócio

Com juros futuros em alta, o custo do crédito pode aumentar, afetando diretamente a capacidade de investimento e operação das agroindústrias.

A dinâmica dos juros deverá ser moldada, essencialmente, pelos desenvolvimentos internacionais, a realização do leilão do Tesouro e a reação da economia brasileira às novas tarifas dos Estados Unidos.

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