Juros futuros sobem com tensões internacionais e leilão do Tesouro
Cautela nos mercados aumenta com a situação no Oriente Médio

Os juros futuros registravam alta generalizada na manhã de quarta-feira (3) em resposta às crescentes tensões entre Estados Unidos e Irã, além da pressão no mercado internacional de petróleo e no dólar.
✨ A taxa do DI para janeiro de 2027 alcançou 14,220%, refletindo a inquietação do mercado.
Assim que o relógio marcou 9h20, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 viu seu índice subir de 14,168% para 14,220%. O contrato para janeiro de 2029 também subiu, passando de 14,053% para 14,155%, enquanto o DI para janeiro de 2031 aumentou de 14,063% para 14,150%.
Cenário externo e impacto interno
Esse movimento é impulsionado pela combinação de fatores como a instabilidade geopolítica no Oriente Médio e a expectativa em torno do leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que ocorre hoje às 11 horas.
"Luis Felipe Laudisio, da Warren Investimentos, observou que o Tesouro Nacional está atrasado em relação ao seu Plano Anual de Financiamento (PAF).
No Brasil, a produção industrial apresentou crescimento de 0,7% em abril em comparação a março, superando a expectativa que era de 0,5%. Essa resiliência na atividade econômica fortalece a percepção de um cenário mais estável, embora a possibilidade de juros mais altos represente desafios financeiros significativos para o agronegócio.
Impacto no agronegócio
Com juros futuros em alta, o custo do crédito pode aumentar, afetando diretamente a capacidade de investimento e operação das agroindústrias.
A dinâmica dos juros deverá ser moldada, essencialmente, pelos desenvolvimentos internacionais, a realização do leilão do Tesouro e a reação da economia brasileira às novas tarifas dos Estados Unidos.
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