Acesso limitado ao sistema financeiro gera debates sobre riscos

A Kraken recebeu autorização para operar uma conta master no Federal Reserve, sinalizando um avanço inédito na relação entre criptomoedas e o sistema financeiro dos EUA.
Vanessa Butalla, vice-presidente de Jurídico, Compliance e Riscos do Mercado Bitcoin, ressalta que esse acesso permite que a empresa utilize os serviços de pagamentos do banco central, facilitando as operações em dolar mediante liquidações mais diretas e reduzida dependência de intermediários.
✨ Embora o acesso represente um progresso, ele é dado com limitações, sem incluir ferramentas tradicionais do Fed, o que demonstra a cautela das autoridades sobre a entrada de empresas não bancárias em sistemas críticos.
Butalla acredita que este desenvolvimento é parte de uma mudança maior no mercado, onde empresas digitais estão cada vez mais conectadas ao sistema financeiro convencional, minimizando as fricções operacionais entre os dois mundos.
Ela, também, aponta que essa aproximação ocorre em um contexto de maior regulamentação, o que poderá redefinir o setor no futuro, aumentando a confiança dos investidores.
"Uma integração mais regulada entre cripto e o sistema financeiro tradicional tende a oferecer transações mais rápidas e previsíveis, embora os riscos inerentes ao mercado cripto, como a volatilidade, ainda persistam.
Apesar das promessas de evolução, a experiência da Kraken é vista como um marco sem mudanças rápidas, insinuando uma gradualidade necessária e uma seleção rigorosa baseada na maturidade e governança das empresas envolvidas.
O programa 'Resenha do Dinheiro', apoiado pela B3 e BlackRock, busca descomplicar temas financeiros e vai ao ar semanalmente com notícias e análises do mercado, promovendo conversas informais sobre economia.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Bitcoin começa a semana acima dos US$ 65 mil, apoiado por entrada de recursos em ETFs e melhora do apetite por risco; inflação dos EUA entra no radar dos investidores.

Maior criptomoeda do mercado enfrenta resistência na região de US$ 65 mil a US$ 69 mil, enquanto investidores acompanham fluxo dos ETFs, juros dos Estados Unidos e demanda institucional.

Maior criptomoeda do mundo rompeu uma faixa de negociação que durava semanas e voltou a superar US$ 71 mil nesta quinta-feira (20).

Tensões EUA-Canadá e guerra no Oriente Médio impactam economia