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Liquidação do conglomerado Master não afeta solidez do Sistema Financeiro

Banco Central confirma resiliência do setor após crise pontual.

João Pereira25 de maio de 2026 às 08:45
Liquidação do conglomerado Master não afeta solidez do Sistema Financeiro

A liquidação extrajudicial do conglomerado Master não provocou impactos negativos ao Sistema Financeiro Nacional, conforme relatou o Banco Central em seu Relatório de Estabilidade Financeira.

Os credores ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) contribuíram para a estabilidade, direcionando recursos a instituições financeiras de maior relevância. Esta informação foi divulgada pelo BC nesta segunda-feira.

O FGC pagou R$ 37,7 bilhões aos credores do conglomerado Master entre janeiro e fevereiro de 2026.

O relatório destacou que a crise com o conglomerado não influenciou as taxas de instrumentos garantidos pelo FGC. O acesso contínuo às captações pelo setor financeiro fortalece a confiança dos depositantes.

Dentre os pagamentos realizados, a maior parte, R$ 20,77 bilhões (55,1%), foi direcionada a títulos emitidos por grandes instituições financeiras. Além disso, 40,9% dos valores foram absorvidos por bancos classificados como S1, enquanto 24,2% foram captados por entidades S2.

O Banco Master, que era classificado como S3, tinha participação modesta no sistema, com apenas 0,57% do ativo total. Mesmo assim, sua liquidação resultará em uma saída significativa de aproximadamente R$ 40,6 bilhões do FGC.

Sistema Financeiro permanece robusto

O Banco Central reafirmou que a liquidação do Master não gerou efeitos sistêmicos e destacou que o setor financeiro apresenta capitalização e liquidez adequadas, além de provisões adequadas para lidar com perdas esperadas. Testes de estresse confirmaram a robustez do sistema bancário.

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O BC considera que não há risco relevante para a estabilidade financeira.

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