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economia
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Lucro dos bancos brasileiros atinge R$ 255 bilhões em 2025

Crescimento ocorre em um cenário de juros elevados e inflação.

Mariana Souza22 de junho de 2026 às 01:00
Lucro dos bancos brasileiros atinge R$ 255 bilhões em 2025

Em 2025, os bancos brasileiros registraram um lucro histórico de R$ 255 bilhões, conforme dados do Banco Central. Esse crescimento surge em um contexto de taxa básica de juros elevada, atingindo 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas.

Impacto da Taxa Selic

A taxa Selic, a base para as operações de crédito, começou a recuar apenas em 2026. Apesar da pressão da Selic alta sobre os empréstimos, especialmente no crédito rotativo e no cheque especial, o lucro dos bancos cresceu, impulsionado por uma gestão eficiente e diversificação de serviços.

Os juros do cartão de crédito rotativo superam 400% ao ano, enquanto o cheque especial ultrapassa 100%.

Concentração do Mercado

O setor bancário no Brasil é altamente concentrado, com quatro grandes bancos controlando quase 60% do mercado de crédito em 2024. O Banco Central notou um crescimento mais moderado nos lucros, compensado pelo aumento das despesas com provisões e uma desaceleração na expansão do crédito.

Rentabilidade em Alta

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) dos bancos alcançou 16,76% em 2025, o maior desde 2021. De acordo com a agência de supervisão bancária do Canadá, a rentabilidade dos bancos brasileiros se destaca frente a instituições de países desenvolvidos, embora deva ser analisada com cautela.

Diversificação e Inovação

Einar Rivero, CEO da consultoria Elos Ayta, destaca que os bancos apresentaram novas formas de gerar receita, abrangendo diversos serviços além do crédito tradicional. A melhoria na eficiência operacional e a digitalização de processos também contribuíram para a lucratividade.

Investimentos em tecnologia ajudaram a reduzir custos e aumentar a produtividade no setor bancário.

Desafios do Setor

Rubens Sardenberg, da Febraban, afirma que taxas de juros altas não beneficiam os bancos, uma vez que elevam os custos de captação e podem aumentar a inadimplência. Ele afirma que a estrutura de custos do 'spread bancário' implica em gastos elevados, não apenas com juros, mas também com inadimplência e tributos.

Sardenberg também menciona que a introdução do PIX, embora possa reduzir receitas de alguns serviços, tem um impacto positivo na bancarização e na eficiência do mercado financeiro, ressaltando a necessidade de análises mais profundas sobre suas consequências.

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